Quem entende de lagosta agora está de olho nestas três iguarias do mar
O tempo começou a esfriar por estes dias, e com a brisa do mar, já sabemos que é época de saborear frutos do mar de verdade. Andando pelo mercado, aquelas caixas cheias de lagostas vivas são sempre as que mais chamam a atenção. Mas, falando sério, se você ainda aponta para aquela de garras enormes chamando-a apenas de lagosta, os entendidos por perto provavelmente vão balançar a cabeça em silêncio. Hoje em dia, quem realmente entende não olha mais para a cor da casca, mas sim sabe escolher a "opção certa".
Não confunda lagosta com lagosta? Elas são da mesma família, afinal?
Toda vez que esse assunto vem à tona, sempre surge a discussão: "A lagosta canadense é ou não uma lagosta?" A rigor, aquela que vemos com frequência em banquetes, com duas garras enormes, é na verdade parente da família dos Nefropídeos. A maior diferença delas para as lagostas "verdadeiras" (como as lagostas verdes ou pintadas) está justamente nessas garras exageradas. As lagostas verdadeiras não possuem esses dois grandes pinças. Porém, para nós, que só queremos fazer uma boa refeição, a taxonomia é assunto para estudiosos; o que realmente importa é se é gostosa e se a carne é firme.
Os verdadeiros gourmets, hoje em dia, preferem garimpar dentro da família dos Nefropídeos. Além da conhecida lagosta canadense, aparecem no mercado, de vez em quando, algumas capturadas na natureza, como a "lagosta de chifre" ou a "lagosta espinhosa". A firmeza da carne e o sabor adocicado delas não se compara à de qualquer lagosta de cativeiro. Aposto que, da próxima vez que você as vir no peixeiro, basta comprar uma vez para nunca mais voltar atrás.
O tradicional "Red Lobster" de Taipei: mais que uma refeição, uma viagem no tempo
Falando em comer lagosta, para quem já viveu um certo tempo em Taipei, ouvir o nome do restaurante Red Lobster sempre traz um brilho nostálgico ao olhar. Esta casa tradicional na Rua Linsen Norte é uma verdadeira lenda viva da alta cozinha cantonesa e de frutos do mar de Taiwan. Lembro-me da primeira vez que entrei lá, há mais de vinte anos: a iluminação no estilo dos antigos restaurantes ocidentais, a eficiência do serviço de mesa, e o clássico "sanduíche de lagosta"… até hoje, só de lembrar, ainda me dá água na boca.
A lagosta preparada por eles não segue o estilo rústico americano, mas sim a refinada escola cantonesa. Eles utilizam lagosta de primeira qualidade (às vezes a verde, às vezes alguma espécie selecionada da família dos Nefropídeos), com cortes precisos, empanam e fritam, e então colocam dentro de um pão de forma crocante, finalizando com maionese. Aquela textura crocante por fora e incrivelmente elástica por dentro, com uma explosão de sabor do mar, definiu o padrão de um requinte para recepções em toda uma época. Mesmo com o surgimento constante de novos restaurantes, o Red Lobster mantém seu lugar inabalável no coração da geração mais antiga de empresários.
Delícias subestimadas do mar: o sabor das "lagostas de garra"
Voltando o olhar para o presente, a nova geração de apreciadores está se voltando para maneiras mais "descoladas" de comer. Aquelas que antes eram consideradas de segunda linha, as lagostas de garra, agora são as queridinhas dos restaurantes de hot pot e das izakayas. Quem entende do riscado garante estas preparações:
- Lagosta de garra no vapor com saquê: Colocar a lagosta de garra viva diretamente na panela com saquê e deixar cozinhar com a tampa. A doçura da carne é totalmente realçada pelo aroma do saquê, e o caldo resultante é puro néctar.
- Lagosta de garra grelhada na brasa com manteiga de alho: Abrir a lagosta ao meio, rechear generosamente com temperos e grelhar diretamente no carvão. Aquele aroma defumado, combinado com a carne suculenta das garras, é ainda mais prazeroso de roer do que comer carne de lagosta comum.
- Macarrão "estilo Tainan" com lagosta: Muitos chefs de cozinhas particulares hoje em dia adoram usar lagostas pequenas inteiras ou grandes lagostas de garra, combinando com um molho de carne moída refogada no estilo Tainan e um caldo concentrado de camarão, criando uma versão luxuosa do macarrão. Aquele mix de sabor intenso da cabeça da lagosta se misturando ao caldo é a verdadeira experiência de pecado.
Percebe? Desde aquele lendário restaurante Red Lobster até as grelhinhas de lagosta de garra nos botecos japoneses de hoje, a trilha do paladar que se estende pela família dos Nefropídeos jamais foi interrompida. Ela apenas se transformou, continuando a ocupar um lugar especial na memória afetiva que nós, taiwaneses, temos da "boa comida".
Portanto, da próxima vez que você estiver em dúvida diante de uma banca de frutos do mar, não se deixe levar apenas pela aparência. Dedique um tempinho para conhecer os diferentes membros da família dos Nefropídeos, conecte-se com o sabor clássico dos restaurantes tradicionais e, então, saia em busca da sua própria iguaria grelhada no mercado. Garanto que é isso que quem realmente entende do assunto deveria fazer neste outono.