Para o Dia Internacional da Mulher 2026, vamos falar sobre as mulheres sul-asiáticas que estão moldando a Austrália silenciosamente
Neste Dia Internacional da Mulher, vamos deixar de lado os clichês corporativos e mergulhar nas histórias reais. Estou falando das mulheres que não só se destacam, mas que levantam outras enquanto sobem. Aquelas cujos nomes talvez não estejam na programação de um grande evento, mas cujas marcas estão por toda parte nas comunidades em que vivemos.
Observe bem essa imagem. No centro está Sarita Shantha Yasmin, uma mulher que personifica a revolução silenciosa que acontece dentro do setor sem fins lucrativos australiano. Ao lado dela, outras mulheres sul-asiáticas que decidiram que doar seu tempo, expertise e visão cultural é a forma mais poderosa de liderança. São elas que coordenam programas extracurriculares, participam de conselhos e garantem que as organizações que nos apoiam realmente se pareçam conosco. Neste DIM, elas são a razão do meu otimismo.
E esse não é um fenômeno local, não. A empreendedora de sustentabilidade e comunicadora britânica Emma Slade Edmondson esteve em Sydney na semana passada para uma série de diálogos do DIM, e sua mensagem cortou o ruído habitual: "Precisamos parar de tratar a diversidade como uma lista de verificação e começar a vê-la como um superpoder criativo." Ela passa anos defendendo a moda ética e marcas de propriedade de minorias, e seu chamado à ação é simples: abra espaço e, depois, abra ainda mais espaço.
Essa ideia de abrir espaço é algo que ouço repetidamente de mulheres em todos os setores. Mirella Wattimena, estrategista de marcas que já trabalhou com alguns dos maiores nomes da Ásia, me disse recentemente: "Eu sempre dou espaço e oportunidades para minha equipe brilhar." Parece simples, mas na prática significa recuar deliberadamente para que outros possam avançar. É o tipo de liderança que não vira manchete, mas constrói legados.
Depois, temos Neha Jain, mentora de liderança cujo trabalho se estende de startups em Bengaluru a empresas em Brisbane. Sua visão sobre equidade é algo que não consigo esquecer: "A equidade é moldada através de decisões cotidianas." Não se trata de um grande gesto ou de uma única mudança política. Trata-se das escolhas pequenas e consistentes – quem é ouvido numa reunião, de quem é a ideia que recebe crédito, quem tem horários flexíveis – que constroem ou derrubam barreiras. E essa verdade se aplica quer você esteja numa sala de reuniões em Melbourne ou num centro comunitário num lugar tão distante quanto Ivdel. Sim, até lá, as mulheres estão tomando essas decisões diárias para lutar por justiça.
Se você tem acompanhado as redes sociais esta semana, provavelmente já viu a hashtag #IWDHTX (ou #OuviPorAí). Tudo começou como um coletivo informal de mulheres compartilhando seus momentos de "ouvi por aí" – aquelas situações em que a ideia de uma mulher foi ignorada, só para ser repetida e elogiada cinco minutos depois por um homem. Agora, virou um mural global do machismo cotidiano e das pequenas vitórias contra ele. É cru, é real, e é exatamente o tipo de conversa autêntica que o DIM deveria promover.
Afinal, quais são as mudanças que essas mulheres estão realmente provocando? Aqui estão algumas que notei:
- Ressignificando a liderança: Passando do modelo de comando-e-controle para o de cultura-e-cuidado. Mulheres como Mirella provam que equipes fortes se constroem com confiança, não com medo.
- Defendendo a equidade em vez da igualdade: Exatamente o ponto da Neha – justiça significa dar ferramentas diferentes a pessoas diferentes, não tratar todos da mesma forma.
- Construindo redes comunitárias: Seja através de ONGs ou conversas online como #IWDHTX (#OuviPorAí), as mulheres estão criando redes de apoio onde elas não existiam.
Neste DIM, não celebre apenas os nomes que estão nos cartazes. Levante um brinde às Saritas, às Mirellas, às Nehas – as mulheres que, através de decisões cotidianas e liderança silenciosa, estão moldando a Austrália em que todos queremos viver. E se você estiver navegando pela #IWDHTX (#OuviPorAí) neste fim de semana, reserve um momento para ler atentamente suas histórias. Você sairá com mais do que inspiração. Você sairá com um mapa do caminho.