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Chefe da OMV, Alfred Stern, no centro das atenções: "Poderíamos vender a gasolina 80 centavos mais barata"

Economia ✍️ Karl Berger 🕒 2026-03-15 03:42 🔥 Visualizações: 1
Alfred Stern, CEO da OMV

Imagina a cena: você está no posto, o ponteiro da bomba disparando como sempre, e o cara que comanda a maior petroleira do país solta, na maior cara de pau: "Na real, a gente podia estar vendendo a gasolina 80 centavos mais barata por litro." Foi exatamente isso que Alfred Stern, CEO da OMV, deixou vazar de bastidores da empresa recentemente. Não é à toa que a notícia se espalhou que nem rastilho de pólvora e esquentou os ânimos por aqui.

Em São Paulo e nas principais capitais do país, onde os postos OMV são tão comuns quanto padaria na esquina, o assunto do momento é um só: Será que o Stern vai cumprir o que está insinuando, ou é só conversa fiada? E, principalmente: por que a gente ainda paga tão caro na bomba? Eu fui atrás das declarações do Alfred Stern pra tentar jogar uma luz nessa história. No fim das contas, o assunto é o pão de cada dia – ou melhor, o combustível de cada dia pra gente se locomover.

A real por trás dos 80 centavos

Quando você ouve "80 centavos", já pensa logo em combustível mais em conta, né? Óbvio. Mas o que o Alfred Stern quis dizer exatamente? Num evento fechado com especialistas do setor, ele detalhou quanto custa de verdade um litro de gasolina e onde estão os vilões que inflam o preço. É uma conta de padaria que é ao mesmo tempo surpreendente e de dar raiva.

  • O custo real: Petróleo bruto, refino, transporte, uma margem de lucro pra OMV – tudo isso representa só uma fração do preço final.
  • O peso pesado: Quase metade do que a gente paga são impostos e taxas. Tem o PIS/Cofins, CIDE, e por cima de tudo, o ICMS que incide sobre o valor total – um imposto em cima do imposto, tipo uma "taxa das taxas".
  • O cenário geopolítico: Stern deixou claro que o preço atual não é um problema exclusivo da OMV, mas é reflexo da instabilidade no Oriente Médio. O temor de uma escalada no conflito com o Irã dispara o preço do petróleo no mercado internacional. É essa conta que a gente acaba pagando indiretamente.

A mensagem dele foi direta: se o preço do barril de petróleo voltasse ao normal e a carga tributária não fosse tão absurda, a gente realmente poderia pagar uns 80 centavos a menos por litro. Não é utopia, é matemática básica, que ele jogou na mesa. Quem quiser sacar como usar as declarações do Alfred Stern, da OMV pra embasar seus próprios argumentos, tem que partir daqui: a questão não é atacar a OMV, é uma crítica ao sistema.

O equilíbrio entre a sinceridade e a realidade

Lógico que, como CEO da OMV, o Alfred Stern não é do tipo que sai detonando o próprio setor. Ele é mais um conciliador, um cara que sabe dosar as palavras. Mas essa declaração foi um tiro no escuro. Sem querer, ele deu o pontapé inicial numa revisão profunda de toda a política energética e tributária nacional. Tem gente que o elogia como o cara honesto que fala a verdade, outros dizem que ele só quer desviar a atenção dos lucros exorbitantes das petroleiras nos últimos anos. Mas não é bem por aí.

Conheço bem a conversa de boteco: o pessoal vive reclamando "dos políticos e dos empresários". Agora, um dos "empresários" virou e disse: "É, isso é uma loucura, mesmo." Isso dá um novo tom à história. É como se fosse um guia pra gente se achar nesse emaranhado da discussão do preço dos combustíveis. Ele nos deu a bússola e mostrou a direção: parem de olhar só pra gente, olhem também para os impostos e para o cenário mundial.

A verdade, como sempre, está no meio do caminho. A OMV não vai vender o litro 80 centavos mais barato da noite pro dia, enquanto o mercado e a política não permitirem. Mas o Alfred Stern nos deu as ferramentas pra, na próxima ida ao posto, a gente não só xingar, mas entender o que realmente está rolando. E nesses tempos de tanta tensão, talvez seja a coisa mais valiosa que um presidente de uma empresa pode fazer: falar a real, mesmo que doa.