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Morre Phil Campbell, guitarrista do Motörhead: Última foto com amigos e as memórias de uma lenda do rock

Entretenimento ✍️ Stefan Weber 🕒 2026-03-15 03:33 🔥 Visualizações: 1
Phil Campbell com amigos em uma de suas últimas fotos

Lá está ele, no estilo despojado de sempre, cercado pelos parças, com uma cerveja na mão – é assim que conhecemos, é assim que amamos. A última foto de Phil Campbell, que surgiu há alguns dias, mostra o guitarrista relaxado e de bem com a vida. Poucos imaginavam que seriam esses um dos últimos momentos que o roqueiro poderia compartilhar com seus amigos. Agora a notícia é oficial: Phil Campbell, o homem de sorriso irreverente e riffs afiados como navalha, morreu. O mundo do rock está de luto por um dos guitarristas mais autênticos que o hard rock britânico já produziu.

Do País de Gales para o Motörhead

Nascido em Pontypridd, no País de Gales, Campbell descobriu a música cedo. Mas foi em 1984 que ele pisou no grande palco, ao se juntar ao Motörhead – uma banda que já tinha status de lenda na época. Lemmy Kilmister, o inconfundível baixista e vocalista, o chamou para reforçar a guitarra base. Junto com o baterista Phil "Philthy Animal" Taylor e, mais tarde, com Michael Burston, conhecido como Würzel, Campbell formou a formação clássica dos anos 80. Esse time – com duas guitarras – criou um som mais sujo, mais pesado e, ainda assim, inconfundivelmente Motörhead.

A era com Würzel e o espírito de "Another Perfect Day"

Würzel, que nos deixou cedo demais em 2011, e Phil Campbell – formavam um paredão de guitarras que faria qualquer muro de concreto desmoronar. Juntos, turnearam pelo mundo e prensaram discos. "Another Perfect Day" (1983) foi lançado antes da entrada de Campbell, mas a energia crua desse álbum – a mistura da atitude punk com a força do heavy metal – era exatamente o que Campbell mais tarde aperfeiçoaria nos palcos. Pode-se dizer que ele absorveu o espírito desse disco e o levou adiante com seu toque pessoal, mais bluesy. Embora Another Perfect Day tenha sido gravado sem ele, o disco serviu como modelo para a era que ele ajudou a construir: tecnicamente refinado, mas sempre com o coração fincado na sujeira do rock 'n' roll.

Seu som, seu legado

Phil Campbell era muito mais que o "outro guitarrista" ao lado de Lemmy. Ele era o cara que trazia as melodias para dentro do barulho. Seus solos nunca foram meros exercícios de velocidade; tinham sempre aquela queimada especial – como se um velho bluesman estivesse gritando através de um amplificador Marshall. Álbuns como "Orgasmatron" (1986) e "Rock 'n' Roll" (1987) carregam sua marca inconfundível. Após a morte de Lemmy em 2015, Campbell seguiu em frente com sua própria banda, o "Phil Campbell and the Bastard Sons", mantendo a bandeira hasteada. Provou que o motor continuava funcionando mesmo sem o chefe – com a mesma barulheira, mas com o respeito necessário ao legado.

Os últimos dias e a despedida

A tal última foto, que agora circula, mostra-o na companhia de amigos próximos – rindo, batendo papo, talvez relembrando os velhos tempos. É exatamente assim que queremos lembrá-lo: como um cara pé no chão, que nunca precisou realmente dos holofotes, mas sempre soube como fazê-los brilhar. A causa da morte ainda não foi confirmada oficialmente, mas o luto na comunidade musical é imenso. De Brian May a Dave Grohl, as homenagens se sucedem. Para muitos fãs, ele era o último guitarrista autêntico de uma espécie em extinção.

Seus principais momentos no Motörhead – uma seleção pequena, mas significativa:

  • 1984: Entrada no Motörhead, início da era com duas guitarras.
  • 1986: O álbum "Orgasmatron" – os riffs de Campbell ficam mais sombrios e políticos.
  • 1991: "1916" – mostra sua versatilidade, da balada ao rock pesado.
  • 2004: "Inferno" – um trabalho tardio que prova que Campbell não havia perdido o viço.
  • 2015: Após a morte de Lemmy, funda o "Phil Campbell and the Bastard Sons" e segue em turnê.

Com a morte de Phil Campbell, o mundo perde não apenas um guitarrista excepcional, mas também um pedaço da cultura rock autêntica. Seus riffs continuarão a ecoar pelas caixas de som enquanto houver alguém que ame música alta. Brigão, virtuoso, galês, Motörhead – ele era tudo isso ao mesmo tempo. E agora que a cortina se fechou pela última vez, só nos resta uma coisa: aumentar o volume da guitarra e, em sua homenagem, infernizar a vizinhança. É isso aí: valeu pelo barulho, Phil!