Aumento dos Combustíveis Apertando Seu Bolso? Por que o Petróleo Dispara, Mecanismos do Governo para Segurar os Preços e Dicas Infalíveis para Economizar
Fui abastecer a moto esta semana e, quando vi o preço da gasolina comum, quase caí da garupa. Mês passado já tinha aumentado, e agora subiu mais de um real? A frentista, com a maior calma do mundo, encaixou a bomba e disparou sem nem olhar para trás: "Moço, é a guerra no Oriente Médio. Isso aqui é só o começo."
Ela não podia estar mais certa. Este aumento no preço do petróleo é reflexo direto daquela panela de pressão prestes a explodir que é o Oriente Médio. O conflito entre Israel e o Hamas segue sem fim à vista, deixando todos os gigantes produtores da região em alerta máximo. Qualquer instabilidade na oferta e o preço internacional do barril dispara como foguete. Como o Brasil importa grande parte do petróleo que consome, o primeiro lugar onde sentimos esse fogo é no bolso, na hora de abastecer.
Governo tenta apagar o incêndio: Mecanismos de amortecimento de preços entram em ação
Falando nisso, os mais velhos devem lembrar e dizer "vocês não viram nada, a época de aumentos loucos era bem pior". E é verdade. Hoje, ao menos, o governo conta com um mecanismo para suavizar a alta dos combustíveis e energia. A Petrobras, por exemplo, já acionou medidas de estabilização, absorvendo parte da alta para que o preço final não fosse ainda mais assustador. Todo mundo sabe que não é bondade do governo, mas sim o medo de uma explosão em cadeia da inflação. Afinal, quando o combustível sobe, tudo acompanha: o marmitex, o lanche, o frete da compra online... ninguém escapa.
Um alívio, no entanto, é que além dos combustíveis, a tão temida conta de luz também teve um desfecho melhor. A expectativa era de reajuste certo em abril, mas os sinais mais recentes apontam para um congelamento das tarifas de energia elétrica neste mês. Pode ser algo temporário, mas já garante que nesta primavera não precisaremos nos preocupar com a conta de luz explodindo antes mesmo de ligar o ar-condicionado. Mas até quando essa estratégia de "trocar congelamento por apoio popular" vai se sustentar? Ninguém sabe ao certo. No fim, tudo depende de quando essa bomba-relógio no Oriente Médio vai ser desarmada.
Guia de Sobrevivência do Cidadão Comum: Como Enfrentar Essa Onda de Aumentos?
Já que não podemos controlar a geopolítica internacional e os mecanismos do governo agem mais como um "analgésico" do que como uma "cura", o que nós, meros mortais, podemos fazer? Nos últimos dias, juntei algumas dicas de amigos "especialistas em economia de combustível" que podem ajudar seu bolso a respirar um pouco mais aliviado:
- Pneus em dia são sinônimo de economia. Com a calibragem baixa, o atrito com o chão aumenta, e o motor precisa fazer muito mais força. É a gasolina sendo sugada sem você perceber. Pelo menos uma vez por mês, verifique a pressão dos pneus. Aproveite uma ida ao posto ou oficina para calibrar e o custo disso é praticamente zero.
- Menos tempo parado, mais combustível no tanque. Muitos motoristas deixam o motor ligado enquanto esperam, mas os sistemas de partida atuais não são tão frágeis. Se a parada for superior a um minuto, desligar o motor compensa muito mais. Esperando alguém ou parado para comprar algo rápido? Se for mais de três minutos, desligue sem dó.
- Use aplicativos de desconto. Hoje em dia, vários bancos, cartões de crédito e apps de pagamento oferecem descontos no combustível. Pode ser só alguns centavos por litro, mas a longo prazo, a economia no ano equivale a alguns bons jantares. Antes de abastecer, dê uma olhada no celular. Depois de abastecer, confira o aplicativo. Com o tempo, vira hábito.
- Caminhar faz bem para tudo (inclusive para o bolso). Para ir à padaria ou despegar o lixo, que tal ir a pé ou pegar uma bicicleta? Além de não se estressar procurando vaga, você ainda ganha saúde. Dois coelhos com uma cajadada só.
No fim das contas, essa fase difícil de petróleo em alta dificilmente vai passar em um ou dois meses. Enquanto o fogo não apagar no Oriente Médio, os preços dificilmente vão ceder de verdade. O que nos resta é apertar o cinto no bolso e fazer cada gota de combustível valer a pena. Quanto ao tal mecanismo do governo, encare como um guarda-chuúvinha em meio à tempestade: se servir, ótimo. Mas se não servir, a gente tem nossas próprias estratégias para enfrentar o temporal.