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A Queda de Greg Bovino: De Estrela da Patrulha de Fronteira a Alvo de Investigação Federal

Notícias ✍️ Jake Carlson 🕒 2026-03-04 11:23 🔥 Visualizações: 2
Gregory Bovino em Minneapolis

Sabe aquela sensação quando um cara fica tão embriagado pelo próprio poder que esquece que tem câmera em todo lugar? Essa é a história de Greg Bovino em poucas palavras. O homem que deveria ser o braço forte da repressão migratória do governo Trump no Meio-Oeste americano agora está encrencado até o pescoço e, sabe de uma coisa? A culpa é exclusivamente dele.

A Ascensão e a Queda Rápida em Minneapolis

Há apenas alguns meses, Bovino era o rosto da Operação Metro Surge. Ele era o comandante da Patrulha de Fronteira que desfilava por Minneapolis com seu equipamento tático e uma atitude de superioridade, supervisionando o envio de milhares de agentes federais. Mas quando você é o responsável por uma operação que termina com a morte de dois cidadãos americanos — Renee Good e Alex Pretti — você deixa de ser a estrela do show e passa a ser um passivo.

Depois desses tiroteios em janeiro, a situação desandou rapidamente. A Casa Branca teve que enviar o "czar da fronteira", Tom Homan, para tentar conter os danos, e Bovino foi discretamente despachado de volta para a Califórnia. Mas isso não foi o fim. Foi apenas o começo de um grande acerto de contas.

Do Que Ele Está Sendo Acusado, Afinal?

É aqui que a coisa fica feia. Atualmente, há duas investigações separadas rondando Bovino que nem urubus, e nenhuma delas é favorável a ele.

  • A Investigação Interna do DHS: Os federais estão apurando alegações de que Bovino fez comentários antissemitas sobre o principal procurador federal de Minnesota, Daniel Rosen. Ao que tudo indica, durante uma ligação em 12 de janeiro com procuradores estaduais, Bovino ironizou o fato de Rosen observar o Shabat e teria usado a expressão "povo escolhido" de uma forma que não foi exatamente um elogio. Um investigador da Alfândega e Patrulha de Fronteira confirmou que abriu uma "sindicância oficial" sobre esses "comentários antiéticos".
  • A Investigação Criminal do Condado de Hennepin: Essa é a mais grave. A procuradora do condado, Mary Moriarty, não está esperando que os federais se autofiscalizem. O escritório dela lançou o Projeto de Transparência e Responsabilização e está investigando ativamente 17 incidentes separados envolvendo agentes federais. Um deles? Um vídeo de 21 de janeiro mostra Bovino lançando um artefato de gás lacrimogêneo contra manifestantes perto do Mueller Park, no sul de Minneapolis.

O Embate Jurídico

Moriarty não está blefando. Ela criou um portal para o público enviar evidências — fotos, vídeos, relatos de testemunhas oculares — e deixou absolutamente claro que não teme uma briga judicial. "A Operação Metro Surge causou danos imensuráveis à nossa comunidade", afirmou.

A resposta do Departamento de Segurança Interna (DHS)? Basicamente, "vocês não podem nos tocar". Eles revidaram com uma nota afirmando que oficiais federais têm imunidade contra processos estaduais quando agem no cumprimento do dever. Mas o argumento de Moriarty é que lançar bombas de gás em manifestantes e atirar em civis desarmados pode estar fora do escopo das "funções autorizadas". Essa é uma questão que um tribunal pode ter que responder.

Quem É Gregory Bovino, Na Real?

Essa é a parte que confunde as pessoas. Antes de se tornar o símbolo máximo do abuso de poder federal em Minnesota, Bovino era considerado um grande nome dentro da bolha de Washington. Ele entrou para a Patrulha de Fronteira em 1996, subiu na carreira e até serviu em missões em Honduras e no Egito. Tem dois mestrados — um deles pelo National War College — e era tido como competente o suficiente para ajudar a elaborar planos de resposta a desastres durante os furacões Katrina e Rita.

Mas o cara que apareceu em Minneapolis? Esse era diferente. Talvez tenha sido o poder. Talvez tenha sido a pressão. Seja lá o que foi, transformou um chefe condecorado no alvo de uma investigação federal. Há rumores de que ele vai se aposentar em breve, mas a impressão que dá é menos a de uma despedida com honras e mais a de um empurrão para fora antes que os mandados de intimação cheguem.

E Agora, o Que Acontece?

Homan anunciou uma "redução significativa" dos cerca de 3.000 agentes que inundaram o estado, mas isso não apaga o que aconteceu. Ainda há cerca de 650 agentes do DHS em Minnesota, a maioria trabalhando em casos de fraude, mas a era da aplicação da lei em massa nas ruas acabou.

A verdadeira questão é se Bovino realmente enfrentará consequências. Será que o Condado de Hennepin conseguirá furar o escudo da imunidade federal? A investigação interna do DHS descobrirá provas suficientes para forçá-lo a sair em desgraça? Ou ele simplesmente desaparecerá na aposentadoria, receberá sua pensão e deixará o resto de nós discutindo sobre o que "responsabilização" significa afinal?

Uma coisa é certa: as câmeras captaram tudo. E para Greg Bovino, o cara que não resistiu a bancar o durão na esquina, essas imagens não vão desaparecer.