Início > Política > Artigo

Maischberger: Irã, Israel e o Direito Internacional – Um debate que vai fundo na alma

Política ✍️ Michael Schmidt 🕒 2026-03-04 22:44 🔥 Visualizações: 2
Sandra Maischberger em seu talk show

Ontem à noite na TV alemã: Maischberger – e mais uma vez um assunto tira o sono da gente. Enquanto a tensão entre Irã e Israel só aumenta, Sandra Maischberger convidou três convidados com visões de mundo opostas. O debate foi sobre guerra, paz e a grande questão: será que o Direito Internacional ainda serve para alguma coisa, ou no fim das contas ele só protege quem não deveria? Raramente vi uma mesa-redonda que chegasse tão rápido na ferida.

Uma mesa-redonda com potencial explosivo

Lá estavam eles: o filósofo Richard David Precht, o especialista em segurança Roderich Kiesewetter e a pesquisadora sobre o Irã Azadeh Zamirirad. Três perspectivas completamente diferentes. Precht, que gosta de pensar de forma fundamental, Kiesewetter, que conhece a realpolitik do ambiente da Otan, e Zamirirad, que traz o olhar de Teerã. Maischberger quase não precisou mediar – a discussão se inflamou por si só.

Direito Internacional – escudo de ditadores?

A faísca pegou fogo quando veio à tona a questão: será que o Direito Internacional está falhando na crise atual? Kiesewetter detonou: o sistema é lento demais, burocrático demais. Enquanto se discute em Nova York, foguetes caem no Oriente Médio. Precht rebateu com a habitual sobriedade: o Direito Internacional é a única coisa que nos salva da mais pura lei do mais forte. Mas aí veio a frase que não me sai da cabeça: "O Direito Internacional às vezes protege justamente quem o solapa", disparou Zamirirad. Ela se referia à interpretação de que regimes autoritários podem se esconder atrás de direitos de soberania – uma ideia que recentemente causou furor no debate público. A mesa foi unânime: o dilema é gigantesco.

Três pontos que ficaram na memória

Para quem perdeu – aqui estão os três conflitos centrais do programa:

  • Dissuasão ou escalada? Kiesewetter argumentou que apenas a força militar dissuade o regime de Teerã. Zamirirad, por outro lado, alertou para o risco de um incêndio que poderia engolir toda a região.
  • O papel dos EUA: Precht questionou por que Washington ainda age como o xerife do mundo, mas não impõe limites claros a Netanyahu. Os outros dois discordaram – um bate-boca que mostrou o quão frágil está a relação transatlântica.
  • A pressão interna: Zamirirad trouxe o clima no Irã: a população está cansada da guerra, mas a propaganda está a todo vapor. Um raro vislumbre dos bastidores do regime dos aiatolás.

No final, nenhuma solução fácil. Mas é exatamente isso que torna o programa Maischberger tão valioso: ele nos obriga a pensar além. Quem não assistiu ontem, precisa ver na plataforma de streaming – isso é política tangível, longe de qualquer conversa fiada de discurso de domingo.