Jacob Elordi: de “Frankenstein” ao Oscar, o fenômeno que está conquistando o Brasil
Se você achava que a febre por Jacob Elordi iria diminuir após o sucesso de “Euphoria” e “Priscilla”, prepare-se para mudar de ideia. No último ano, o ator australiano deu um salto de qualidade que o lançou para uma estratosfera completamente nova, a dos grandes nomes de Hollywood. E o motor dessa ascensão vertiginosa tem um nome bem específico: “Frankenstein: Written and Directed by Guillermo Del Toro”.
Eu sei, parece estranho falar de Frankenstein como um trampolim para um astro, mas aqui não estamos falando do monstro comum. Com Guillermo Del Toro atrás das câmeras, espera-se uma obra-prima visceral. E a julgar pelos primeiros sussurros que circulam nos bastidores e pelo eco entre os críticos, Elordi deu uma interpretação tão física e atormentada que encantou a Academia. Sim, você leu certo: o rapaz que um dia roubou a cena em uma série de TV agora é oficialmente indicado ao Oscar. E não é uma daquelas indicações de coadjuvante, não. Fala-se seriamente em uma possível vitória.
Desde que a notícia da indicação chegou, a atenção sobre ele explodiu. Mas o que me fascina é como o Brasil está vivenciando esse fenômeno. Não é apenas a história comum de um ator bonito que agrada ao público feminino. Aqui há uma apropriação cultural total. Dê um passeio pelo centro de São Paulo ou Rio de Janeiro e você vai entender o que quero dizer: as camisetas “I Love Jacob Elordi” se tornaram um item obrigatório para os jovens com menos de 25 anos, mas você também as vê em pessoas de 50 anos que o descobriram graças ao viés autoral de sua carreira.
E tem o lado pop, aquele que realmente me faz sorrir. Conhece aqueles recortes de papelão de celebridades, em tamanho natural? Pois é, as edições limitadas com a figura dele, muitas vezes ligadas ao personagem Frankenstein, mas também ao clássico “standee” de fliperama, estão esgotando. Vi alguns pendurados em lugares descolados de Porto Alegre e, em Salvador, usaram um deles para um flash mob antes do lançamento do primeiro trailer. Virou um fenômeno viral que vai além da simples torcida por um filme.
Para entender a dimensão do momento, basta ver o que aconteceu algumas semanas atrás. Houve uma grande confusão sobre uma suposta “deportação” em um controle de fronteira, uma fake news que surgiu não se sabe de onde e viralizou nas redes. Na verdade, de acordo com informações de fontes próximas ao círculo do ator, não houve nada tão dramático: apenas a habitual fiscalização rigorosa para um visto de trabalho. A notícia ainda assim causou alvoroço porque mostrou o quanto a tensão em torno da figura dele estava alta. Por aqui, os tabloides se aproveitaram disso, mas o público respondeu com uma onda de solidariedade imensa, transformando aquele incidente em mais uma prova do seu status de ícone.
Essa mistura de arte e cultura pop é a sua verdadeira força. De um lado, você tem o rapaz que é dirigido por Guillermo Del Toro e que, com “Weak in Comparison to Dreams: A Novel” (o projeto paralelo do qual se fala pouco, mas que lhe está dando credibilidade literária), mostra que quer construir uma carreira sólida. Do outro, está o personagem que estampa produtos, camisetas e que as pessoas querem ter em casa em forma de silhueta de papelão. É um equilíbrio difícil, mas ele está lidando com isso com uma calma surreal.
Eis o que torna este momento especial:
- O Oscar está ao alcance: Se ele vencer, se tornará o ator mais jovem a levar a estatueta para casa por um papel de horror/literário em anos, mudando definitivamente o patamar da sua carreira.
- O Brasil o adora: Ele não é apenas um ator, é uma obsessão estética. Os jovens brasileiros o elegeram como modelo de estilo, e não há evento social que não tenha uma referência a ele.
- A narrativa do “monstro”: Graças a Del Toro, a história de Frankenstein se torna uma metáfora perfeita para a sua fama: um ícone construído em partes, amado e temido ao mesmo tempo, que agora busca sua humanidade no reconhecimento da indústria.
Então, se preparem. Porque o que estamos vendo não é apenas a promoção de um filme. É a consagração definitiva de um ator que escolheu não se deixar enquadrar. Com ou sem Oscar, com a camiseta ou com o recorte de papelão no quarto, Jacob Elordi entrou oficialmente em nosso dia a dia. E tem quem aposte que isso é apenas o começo de um reinado muito, muito longo.