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Ilia Malinin: O "Deus do Quad" conquista o triplete e rouba o coração dos fãs

Esportes ✍️ Marco B. Keller 🕒 2026-03-28 18:05 🔥 Visualizações: 2
Ilia Malinin comemora seu terceiro título mundial em Praga

Praga viveu dias de loucuras nos últimos tempos, e o motivo teve um nome: Ilia Malinin. Na O2 Arena lotada, o americano entregou exatamente o que se espera de um vencedor em série – e entregou até um pouco mais. Com o terceiro título mundial consecutivo, ele não só provou que domina a concorrência, mas também que está imprimindo uma nova marca nesse esporte. Sinceramente, quem diria há alguns anos que estaríamos falando assim de um garoto de 21 anos?

O "Deus do Quad" fala sério

Não dá pra repetir isso muitas vezes: o que Malinin faz no gelo é, simplesmente, um outro nível. Na apresentação longa, ele mais uma vez mandou seu famoso Axel quádruplo, aquele salto que a maioria dos patinadores só conhece dos sonhos mais ousados. E ele acertou – com uma leveza que beira o sobrenatural. Foi o seu sexto salto quádruplo nessa competição, e cada um deles funcionou com a precisão de um relógio suíço. Claro, a pontuação (pouco mais de 210 na apresentação longa) fala por si, mas o mais importante era a sensação: ali está alguém que simplesmente sabe que é o melhor. Essa autoconfiança, aliada à técnica, é o que o torna imbatível no momento.

Um hype que se torna realidade

Desde este fim de semana, pelo menos, ficou claro: Ilia Malinin não é apenas um atleta, é um fenômeno. E, como acontece com fenômenos de verdade, os fãs querem levar um pedaço disso para casa. Na arena, eles estavam por toda parte: os famosos bonecos de papelão em tamanho real do Ilia Malinin. Esses recortes em tamanho natural que os fãs seguravam, como se a estrela estivesse pessoalmente ao lado deles. Das versões clássicas para "ficar ao lado" até as versões menores e engraçadinhas para colocar na mesa do escritório – o negócio foi um sucesso de vendas. Assim como as barracas de merchandising, que mal davam conta de atender a demanda. Seja o moletom casual da Alysa Liu (que, aliás, dá pra usar mesmo sem ter relação com a Malinin, porque é estiloso) ou a camiseta do Ilia Malinin com um design vintage e retrô dos anos 90: os fãs queriam tudo. Especialmente popular foi o design "American Skater", que meio que lembra aquela grande época dos anos 90 – mas com um herói moderno. Tá quase com ares de uma banda de rock fazendo uma turnê pelo país.

  • Superioridade técnica: A combinação de altíssimo nível de dificuldade e execução impecável de Malinin não tem paralelo no momento.
  • Cultura de fãs: A crescente popularidade de itens como bonecos de papelão e camisetas retrô mostra que a patinação artística está novamente alcançando um verdadeiro status de cultura pop.
  • Força mental: Sob a pressão de defender o título, ele entregou de longe a melhor apresentação longa da noite.

E os outros?

Claro que não foi só o show de Ilia Malinin. O suíço Lukas Britschgi conseguiu se posicionar entre os 10 primeiros com uma performance forte – um resultado de respeito que mostra que, na Suíça, podemos sim competir de igual para igual, mesmo que ainda não dê para brigar lá no topo. E Alysa Liu, que fez um baita sucesso no feminino, provou que a próxima geração das patinadoras americanas está pronta. Mas, nessa noite em Praga, tudo girava em torno de um só nome. Quando Malinin desliza no gelo, a gente sente como se o tempo parasse por um instante. Todo mundo na plateia prende a respiração antes dele saltar, e então a vibração explode como uma onda.

Vou te falar: estamos vivendo uma era. Assim como antes a gente acompanhava os grandes duelos, agora a gente fica vidrado nesse jovem da Virgínia. Se ele vai dominar o Axel quádruplo até dormindo? Não sei. Mas uma coisa é certa: enquanto ele continuar patinando assim, vamos falar de Ilia Malinin por muito tempo. E vai saber – quem sabe daqui a pouco não tem um bonequinho de papelão desse aí na sua sala também. Quase que já é tradição.