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Armin Assinger em entrevista: Por que ele critica tanto o esqui e quem está de mau humor agora

Esporte ✍️ Klaus Hofbauer 🕒 2026-03-23 22:53 🔥 Visualizações: 1

Olá. Todo mundo sabe como é: mal a temporada de esqui acaba, o cosmos esportivo austríaco já fica de mau humor de novo. Desta vez, porém, pegou alguém que, na verdade, faz parte da mobília. Armin Assinger. O ex-astro do esqui e atual homem da ORF está arrasando nos últimos dias. E, se a gente olhar a situação com mais atenção, tem que dizer: ele não está errado. Mas vamos ser diretos.

Armin Assinger em conversa

Fiquei sabendo que Armin Assinger está causando de novo. E, sinceramente? O cara certamente é um daqueles que polarizam. Mas é exatamente isso que o define. Ele não poupou críticas – e não foram contra os atletas, mas contra todo o sistema. A questão é que no esqui austríaco muita coisa não vai bem, que os patrocínios nem sempre chegam onde deveriam e que a pressão sobre os jovens pilotos já está quase no nível desumano.

Quando alguém como Assinger, que já esteve no topo e sabe como as coisas funcionam, é tão claro assim, a gente precisa ouvir. O que notei aqui: ele diz coisas que muitos nos bastidores pensam há anos, mas nunca falam em voz alta. A coisa toda pode ser resumida bem assim:

  • A obsessão por vitórias já é doentia.
  • Jovens talentos são queimados antes mesmo de amadurecerem.
  • A crítica pública em caso de falha costuma ser cruel e desproporcional.

Claro, agora os saudosistas de sempre vão aparecer e dizer: "O Assinger que agradeça por ter o emprego dele na ORF e cale a boca." Mas esse é exatamente o ponto! É justamente porque ele conquistou seus louros como esquiador (e sim, isso já faz alguns anos, mas em 1978 no downhill ele não era exatamente lento) que ele pode se dar ao luxo de falar. Ele não precisa mais provar nada. E isso é perceptível.

A coisa só fica realmente explosiva quando a gente junta isso com a reação ao debate da Monika Gruber alguns anos atrás. Naquela época, também se tratava de palavras duras e da coragem de ser incômodo. Com o Armin, isso é parte do pacote. Ele mesmo já disse que é uma pessoa que polariza. Mas são exatamente esses contornos e arestas que faltam no jornalismo esportivo engomado de hoje. Quando ele fala, tem fundamento, mesmo que doa.

Eu mesmo participei de algumas dessas conversas, e o que percebo: o Armin não é um ranzinza por princípio. Ele ama o esqui. Mas ele o ama tanto que não consegue fingir que não vê quando os responsáveis pisam nos valores que o tornaram grande. No fim, talvez seja exatamente isso: um chamado para acordar. Será que vão ouvir? Vamos ver. Uma coisa é certa: com Armin Assinger, o esporte austríaco nunca fica sem graça. E ainda bem.

Para nós, espectadores, resta torcer para que os dirigentes sigam o conselho dele antes que a próxima geração de esquiadores perca a vontade de se jogar ladeira abaixo por alguns milhares de euros por mês. Até lá: chapeau, Armin. Continue assim.