Hockeyallsvenskan: A Disputa Pegando Fogo pelos Playoffs e a Caminhada de Volta do Djurgården
Já passamos por uma daquelas datas mágicas no calendário do hóquei. É março, e na Hockeyallsvenskan o cheiro de playoff, suor frio e borracha queimada começa a ficar sério. Pra mim, que vivo nesse fervedouro há mais de dez anos, esta é a verdadeira festa. É agora que separamos o joio do trigo. E este ano? Este ano tem emoção em cada rinque de subúrbio, do norte ao sul do país.
As últimas 24 horas nos proporcionaram exatamente o drama que estávamos esperando. O Vimmerby é o exemplo clássico de um time que se recusa a se entregar. Conseguir uma vitória nos pênaltis em casa nesta fase da temporada não são apenas dois pontos. É uma declaração de princípios. É um jeito de dizer pra toda a liga, e principalmente pra si mesmo: "Estamos aqui pra ficar, viemos pra brigar". Pra um time que talvez não ganhe as manchetes dos grandes jornais, esse tipo de vitória, construída com raça, vale ouro à medida que nos aproximamos do drama dos playoffs.
A tabela que é o assunto do momento e a luta do Djurgården
A tabela, claro, é sempre um tema interminável de debate no bar depois da partida. Cada um tem sua opinião, cada um tem seu próprio cálculo. Agora, circulam por aí sugestões de como a tabela deveria ser se a gente levasse em conta tudo, desde gols fora de casa no power play até o número de corações na linha de tiro. E sim, isso faz parte do charme. Mas a questão é que a tabela real, aquela que não mente e com a qual todos têm que lidar, é a que está provocando as maiores emoções agora.
E aí não tem como ignorar o elefante na sala. O Djurgården Hockey. Pra quem se lembra da Hockey Allsvenskan 2013/2014, é como assistir a um velho filme. Aquela temporada também foi um vespeiro, um ano cheio de rivalidade e luta. Naquela época, a missão era voltar por cima, se reerguer. Pra eles, a jornada agora é algo parecido. É um clube com um peso enorme, uma torcida tão massiva, que cada jogo parece uma final. A pressão é constante, e o caminho de volta à elite é pavimentado tanto com vitórias quanto com derrotas de doer. Não é à toa que o falatório sobre o Djurgården sempre esquenta, seja em 2014 ou em 2026.
São as emoções que decidem
É fácil ficar bitolado nas estatísticas de power play e nos faceoffs. Mas no fim do dia, quando o gelo está todo picotado e o cronômetro correndo, o que importa são as emoções. Penso naquelas lágrimas de alegria nas transmissões de TV que a gente vê de vez em quando. Quando um herói improvável aparece, quando um goleiro faz uma defesa impossível, ou quando um time como o Vimmerby consegue uma vitória nos pênaltis que ninguém achava possível. É nesses momentos que a Hockeyallsvenskan é mais linda. A coisa fica emocionante, e é exatamente assim que tem que ser.
As próximas semanas vão ser sobre:
- A briga do topo: Quem consegue manter o controle e garantir vaga direta na qualificação?
- A briga do fundo: Pros times da metade de baixo, uma luta agonizante pela sobrevivência. Um único gol pode ser a diferença entre esperança e desespero.
- O embalo do Djurgården: Eles conseguem encontrar regularidade e passar por cima como um rolo compressor, igual fizeram na temporada 2013/2014?
Então, não importa se você torce pra um time do topo, do meio ou da lanterna. Não importa se você lembra de 2013/2014 com alegria ou dor. Uma coisa é certa: a Allsvenskan de hóquei é, sem dúvida, a liga mais empolgante que temos agora. Segura aí, que o trem vai pegar.