Ordem do Draft NFL 2026 1.0: Os Destaques Pós-Combine, o Impacto da Saída de Kyler e Por Que Bryce Young Voltou a Ser o Centro das Atenções
O NFL Scouting Combine já ficou para trás e, pela primeira vez desde o Super Bowl, a ordem do Draft NFL 2026 parece ter vida própria. Já sabemos quem escolhe onde. Conhecemos os times desesperados no topo. Mas, depois de uma semana em Indianápolis que viu atletas despontarem nos testes e quarterbacks franquia serem dispensados, toda a projeção do primeiro turno foi virada de cabeça para baixo. Vamos analisar o novo cenário, do Las Vegas Raiders na escolha nº 1 até o Sr. Irrelevante.
O Top 5 Está Definido, Mas os Nomes Estão Mudando
A ordem do draft no topo está confirmada e é um baú de necessidades. O Las Vegas Raiders segura as chaves do reino com a escolha nº 1 e, depois de ver Fernando Mendoza medir sólidos 1,96m e 107kg em Indianápolis, a ideia de escolher o quarterback de Indiana parece uma conclusão inevitável. Ele tem o braço, a mobilidade e o porte físico. A menos que alguém despeje caminhões de dinheiro por esta escolha, espere que Mendoza seja a cara da franquia em Vegas.
Logo atrás, o New York Jets na escolha nº 2 e o Arizona Cardinals na escolha nº 3 estão em situações fascinantes. Os Jets estão desmontando o time e têm quatro das primeiras 50 escolhas. Precisam de tudo, mas depois que Arvell Reese correu pelo Combine parecendo um míssil teleguiado, juntar o linebacker de Ohio State ao novo esquema defensivo de Aaron Glenn em Nova York faz todo o sentido.
A Bomba de Kyler Murray
Falando nos Cardinals, o elefante branco na sala em Glendale finalmente saiu do prédio. O Arizona esgotou todas as possibilidades de troca por Kyler Murray no Combine, mas, segundo informações vindas das instalações do time, simplesmente não houve interessados naquele contrato. Eles tiveram que apertar o gatilho da dispensa. É o fim de uma era que prometia tanto, mas entregou frustração.
Agora, com a escolha nº 3, os Cardinals são o curinga deste draft. Eles forçam a barra por um QB como Ty Simpson ou escolhem o melhor jogador disponível? A maioria dos gurus de mock drafts que respeito está colocando o running back de Notre Dame, Jeremiyah Love, aqui e, honestamente, depois que Love correu uns impressionantes 4.36 segundos nos 40 jardas, ele parece a arma mais explosiva da classe. Juntá-lo a James Conner (se ele ficar) dá a quem estiver sob o centro uma chance de luta. E numa reviravolta digna de roteiro de Hollywood, o time de beisebol A's acabou de deixar a porta escancarada para Kyler voltar ao esporte. Não duvide que ele explore essa opção, mas, por enquanto, seu próximo destino na NFL – seja com os Jets, Dolphins ou Raiders como reserva veterano – é a história da offseason.
- Escolha 1 (LV): Fernando Mendoza, QB – A escolha segura e inteligente.
- Escolha 2 (NYJ): Arvell Reese, LB – O novo pilar da defesa.
- Escolha 3 (ARI): Jeremiyah Love, RB – O cara das jogadas explosivas para inflamar o ataque.
- Escolha 4 (TEN): Rueben Bain Jr., EDGE – Um pass rusher incansável para um treinador defensivo.
- Escolha 5 (NYG): Caleb Downs, S – O melhor safety puro em anos; um quarterback para a secundária.
Jogadores em Alta Pós-Combine: Os Fenômenos Estão Subindo
Se você não acompanhou os treinos em Indianápolis, perdeu o estouro na bolsa de alguns nomes-chave. Sonny Styles, de Ohio State, é o assunto da cidade. Com 1,96m e 111kg, ele se movia como um cornerback. Subiu tanto nas avaliações que agora é presença garantida no top 10, sendo o New Orleans Saints na escolha nº 8 o destino perfeito para aprender com o grande Demario Davis.
E temos as trincheiras. Monroe Freeling, da Geórgia, validou seu potencial de ser o melhor offensive tackle com uma atuação dominante, e pode acreditar que o Chicago Bears na escolha nº 25 está rezando para que ele caia até eles para proteger Caleb Williams. No lado defensivo, Caleb Banks, da Flórida, foi um verdadeiro trator nos exercícios, consolidando seu status como o melhor defensive tackle e um encaixe perfeito para o Baltimore Ravens na escolha nº 14, que precisa desesperadamente de pressão interna.
A Redenção de Bryce Young e a Ressaca do Wild Card
Não dá para falar da ordem do draft sem falar dos quarterbacks que já estão na liga. Lembra quando todo mundo deu Bryce Young como carta fora do baralho? Pois é. Na reta final da temporada de 2025, e especialmente na dolorosa derrota no Wild Card para os Rams, Young nos mostrou algo que não tínhamos visto antes: capacidade súbita e elétrica de fazer jogadas.
Ele começou a usar as pernas, correr para primeiras descidas e ganhar tempo. Na semana 17 contra os Cardinals, correu para 68 jardas (recorde pessoal) e um touchdown. O momento não era grande demais para ele nos playoffs – ele colocou o time nas costas e quase roubou a vitória de Matthew Stafford. Por causa dessa recuperação, os Panthers (escolhendo em nº 19) estão numa posição estranha. Eles não precisam de um QB. Precisam montar o time em torno dele. Isso significa pegar um guard como Olaivavega Ioane ou um linebacker como C.J. Allen para consertar a defesa contra a corrida que foi um desastre no ano passado.
Por outro lado, dá para sentir por Justin Tucker. Foi um ano brutal para o lendário kicker dos Ravens e, embora a diretoria não diga, a falta de consistência faz você pensar se eles vão procurar um kicker no final do draft para trazer concorrência. É o lado feio do negócio, mas se Tucker não der a volta por cima, Baltimore pode ter um problema de times especiais além das questões no pass rush.
Considerações Finais sobre o Primeiro Turno
Esta classe de draft é profunda, mas não é excessivamente forte no topo com QBs imperdíveis. Isso significa que os times na ordem do Draft NFL 2026 entre as escolhas 5 e 15 – lugares como Cleveland, Nova Orleans e Cincinnati – vão brigar pelos jogadores de habilidade e pass rushers de primeira linha. O Combine solidificou a hierarquia atlética. Agora, é uma questão de encaixe nos esquemas e dias de pro day.
Uma coisa é certa: Quando chegarmos a Pittsburgh em abril, o quadro vai parecer bem diferente do que é hoje. Apertem os cintos.