O Retorno de The Capture: Por Que a 3ª Temporada é o Thriller Mais Tenso da BBC até Agora
Vamos ser sinceros, as noites de domingo na BBC estavam implorando por uma dose de drama de alta octanagem e paranoia que não envolvesse figurino de época ou um assassinato aconchegante num vilarejo pitoresco. Bem, preparem-se, porque The Capture está de volta, e chegou com o impacto de um soco no estômago. Já estamos no terceiro episódio da nova temporada, e se você ainda não está vidrado no iPlayer, está perdendo a melhor coisa da TV este ano. Esqueça o que você acha que sabe sobre deepfakes e jogos de espionagem — esta temporada pega a paranoia, leva ao extremo e a solta nos corredores do poder.
Carey Está de Volta, e Armada
Da última vez que vimos a DCI Rachel Carey (a simplesmente brilhante Holliday Grainger), ela tinha acabado de expor a Correção, o programa secreto de manipulação de vídeo dos serviços de inteligência. Um ano se passou, e ela não está mais apenas batendo de porta em porta. Carey agora é a Comandante Interina do Comando de Contraterrorismo. Ela subiu na hierarquia, mas como qualquer um que acompanha a série sabe, uma promoção no mundo de Ben Chanan é menos um benefício e mais como pintar um alvo nas suas costas.
Grainger mencionou recentemente que desta vez, Carey anda armada pela primeira vez. "É sempre divertido aprender novas habilidades," ela riu, "e foi ótimo me sentir uma heroína de ação por um momento!". E dá para perceber. Há uma nova determinação nela, um cansaço de quem sabe que o sistema é podre por dentro. Ela está tentando fazer tudo dentro das regras, restaurando a confiança pública na vigilância com um novo sistema de câmeras. Mas, como já aprendemos, confiar na imagem é bobagem nesse universo.
Uma Bomba, Uma Traição e uma Reviravolta Estratégica
Claro, tudo dá errado quase imediatamente. A nova temporada começa com um ataque terrorista devastador e meticulosamente coordenado que abala as estruturas do establishment britânico. E, só para provar que ninguém — absolutamente ninguém — está a salvo, o criador Ben Chanan nos surpreende nos primeiros minutos.
Atenção para quem ainda não viu: O Ministro do Interior, Isaac Turner, interpretado por Paapa Essiedu, é baleado e morto em uma coletiva de imprensa. Assim, do nada. Morreu. Chanan, explicando a decisão narrativa recentemente, foi caracteristicamente direto. "Você vai entender no sexto episódio por que ele, segundo certas forças, precisava sair," explicou. "Mas, o principal é dar o pontapé inicial na próxima jornada da Carey". E ele está certo. Agora é pessoal. A conspiração não é mais abstrata; ela deixou vítimas fatais, e jogou Carey de volta na boca do lobo.
Conheça os Novatos (e Por Que Eles São Brilhantes)
Uma das jogadas mais inteligentes de The Capture é a escolha do elenco. A cada temporada, um novo rosto surge para bagunçar a dinâmica. Este ano, esse rosto é de Killian Scott. Ele interpreta Noah Pierson, um personagem que Grainger descreveu como tendo "muitas facetas diferentes, e cada episódio revela um lado diferente dele". Ver Scott dar vida a essa ambiguidade é realmente emocionante. Ele é o tipo de cara que você não consegue tirar os olhos porque não faz ideia se ele vai salvar o dia ou colocar tudo a perder.
Ele se junta a um time de peso: Joe Dempsie, Andrew Buchan, e o lendário Ron Perlman como o agente da CIA Frank Napier, que traz a dose certa de ameaça envelhecida e transatlântica para a trama. É um elenco que parece autêntico, dando uma base corajosa e realista a esse thriller tecnológico de alto conceito.
Por Que Não Consegimos Desviar o Olhar
Afinal, o que há em The Capture que te incomoda tanto? Não é só a tecnologia. É o medo crescente de que as próprias coisas em que confiamos para nos manter seguros — as câmeras, os dados, as autoridades — são as armas que estão sendo usadas contra nós. Ver Carey tentar desvendar uma conspiração sabendo que cada imagem que ela vê pode ser uma mentira é como ver alguém construir um castelo de cartas em meio a um furacão.
Ben Miles, que interpreta o eternamente conflituoso Comandante Danny Hart, resumiu perfeitamente recentemente. Ele observou que cada temporada se reinventa, introduzindo um "nível totalmente novo de drama e ação" enquanto mantém a paranoia central intacta. Esse é o segredo do sucesso. É familiar o suficiente para nos sentirmos em casa, mas distorcido o bastante para tirar o seu sono.
Aqui está o porquê de você dever estar assistindo (se já não estiver):
- Holliday Grainger: Ela está se divertindo muito, misturando o rigor processual com uma fisicalidade genuína de heroína de ação.
- O que está em jogo: Eles mataram um Ministro do Interior no primeiro episódio. Ninguém está a salvo.
- Killian Scott: Sua atuação como o enigmático Noah já vale o ingresso.
- A Paranoia: Na era da IA, é a única série que realmente entende quão assustadoramente frágil é a nossa realidade.
The Capture vai ao ar aos domingos, às 21h, na BBC One, com a temporada completa disponível no iPlayer. Se você ainda não mergulhou nessa, libere seu fim de semana. Só não nos culpe se você começar a olhar desconfiado para cada câmera de segurança que passar.