Início > Esportes > Artigo

André Jardine, o 'jardineiro' do América: seu auxiliar Paulo Victor vai para a Sub-20 do Brasil e o jardim continua florescendo

Esportes ✍️ Carlos Méndez 🕒 2026-03-05 08:34 🔥 Visualizações: 2

Peguem a pá e o regador, porque a movimentação em Coapa está forte! Acontece que André Jardine, aquele brasileiro que chegou para transformar o América em um verdadeiro jardim das delícias, fica por enquanto sem seu braço direito. Isso mesmo: Paulo Victor, seu fiel auxiliar, recebeu um chamado da pátria e vai assumir o comando da Seleção Brasileira Sub-20, com a missão de classificá-la para os Jogos Olímpicos. Mas será que isso vai frear a colheita de títulos no Ninho? De jeito nenhum, pessoal. Porque quando o jardineiro é de primeira, o gramado se mantém sempre verde.

André Jardine e Paulo Victor no América

Adeus a um podador de luxo

Paulo Victor não era um assistente qualquer. Na jardinagem do futebol, ele era o responsável por afinar os detalhes, regar as ideias táticas de Jardine e garantir que cada plantinha (leia-se jogador) crescesse reta. Juntos, montaram um timaço que deu aula na Liga MX e que está com fome de mais. Sua saída para o combinado amazônico Sub-20 é um reconhecimento ao trabalho que fizeram no Azteca, mas também um desafio para a estrutura do clube. A Canarinha leva um cara que conhece a pressão e sabe o que é vencer.

O jardim do Ninho está mais vivo do que nunca

Se uma coisa Jardine demonstrou em sua passagem pelo futebol mexicano, é que ele entende de jardinagem pesada. Ele não foca apenas no time titular; soube cultivar as divisões de base com uma paciência de monge budista. Desde a categoria Bantam até o time principal, todos os setores do clube respiram sua filosofia. Por isso, mesmo que Paulo Victor pegue suas tesouras de poda e vá para o Rio de Janeiro, a base continua intacta. O América não é um time de uma só pessoa; é um ecossistema bem equilibrado.

Olhem só a colheita recente: um bicampeonato que soube a glória e a possibilidade real de buscar o tricampeonato. Os garotos que estrearam sob sua tutela, aqueles que antes estavam no time Bantam e hoje são parte fundamental do elenco, são a prova viva de que o método Jardine funciona. Como todo bom jardineiro, André sabe que é preciso plantar para o futuro, não apenas para a próxima rodada.

O que vem pela frente para as Águias?

A saída de um auxiliar sempre gera dúvidas, mas em Coapa estão tranquilos. Jardine já mostrou que sabe se adaptar, que seu manual de jardinagem não foi escrito por ninguém. Aliás, isso pode ser um impulso para que outros membros da comissão deem um passo à frente e mostrem seu valor. E enquanto isso, o brasileiro segue com o olhar no próximo objetivo: manter o América no topo do futebol mexicano e, de quebra, continuar exportando talento... mesmo que seja para sua própria terra.

O que aconteceu com Paulo Victor é motivo de orgulho para o americanismo. Uma seleção nacional vir e te levar um auxiliar mostra o nível que se pratica no clube. Agora, a responsabilidade de que o jardim não seque recai inteiramente em Jardine. E pelo que vimos, não me preocupa nem um pouco. As raízes são profundas, os vasos estão bem cuidados e o sol continua brilhando no Ninho.

Os frutos da era Jardine que já estão à vista:

  • Bicampeonato na Liga MX: algo que não se via em Coapa há anos.
  • Base fortalecida: jovens que já estrearam e se consolidaram no time principal.
  • Estilo de jogo definido: um DNA ofensivo e corajoso que encanta a torcida.
  • Exportação de talento técnico: como o caso de Paulo Victor, agora timoneiro da Seleção Brasileira Sub-20.

Então, já sabem, meus amigos jardineiros do futebol. O América de André Jardine não para. Perde um assistente, mas ganha em prestígio e mostra que seu projeto é sólido como um carvalho. E enquanto isso, continuaremos desfrutando deste espetacular jardim que o brasileiro nos presenteou. Porque quando se trabalha a terra com amor, as flores nunca param de brotar.