Análise 76ers - Jazz: A noite em que Quentin Grimes brilhou como uma estrela
Houve um momento no último quarto, quando o cronômetro marcava minutos decisivos, em que a arena em Salt Lake City ficou em silêncio. Não era para menos. O Philadelphia 76ers, longe da sua melhor versão estelar e no meio de uma temporada de constantes ajustes, acabava de encontrar um herói inesperado. Esta não é apenas a crônica de um jogo da NBA; é a análise de 76ers - Jazz de uma noite que confirmou algo que nos vestiários já se sentia: o elenco profundo dos caras da Pensilvânia é mais perigoso do que muitos imaginam.
O show de Quentin Grimes: quando o momento decisivo não entende de hierarquias
Se alguém precisa de um guia 76ers - jazz para entender como se pode vencer um time casca grossa como o Jazz na casa deles, é só rebobinar os últimos seis minutos da partida. Foi aí que Quentin Grimes apareceu. O ala-armador, chegado numa troca que passou despercebida na data limite de negociações, tomou posse da bola e da responsabilidade. Não é fácil chegar num time novo e dizer "me dá a bola que a gente resolve", mas o Grimes fez exatamente isso. Pontuando de todos os níveis, mostrando uma personalidade que deixou Nick Nurse empolgado na lateral, ele foi pontuando até fazer a diferença. O que ele fez não foi um simples surto; foi uma declaração de intenções. Quem o acompanhou na faculdade sabia que isso estava guardado, mas ver isso se materializar num final apertado, contra um time que defende como o Jazz, tem outro sabor.
Além de Grimes: A noite de Mo Bamba e o segundo time
Mas isso não é uma obra de um homem só. Para fazer esta análise de 76ers - jazz, temos que olhar para os alicerces. O como usar 76ers - jazz no quadro tático nesta noite passava por explorar a energia dos reservas. E como eles conseguiram. Estou falando de Mo Bamba. O pivô, frequentemente criticado pela sua inconsistência, teve uma atuação sólida dos dois lados da quadra. Os minutos dele coincidiram com um parcial que quebrou o jogo, com tocos e corridas de quadra como nos seus melhores dias em Orlando. Não foi o único: Adem Bona trouxe aquela centelha física que tanto agrada na cidade do amor fraternal. Esta versão do Sixers, com um segundo time que contribui e não apenas tenta não perder, é um time muito mais complicado de se bater numa série longa.
O que o duelo em Utah nos deixou
Além do placar, há lições que vão dar o que falar na briga pela parte de cima do Leste:
- A defesa do Jazz, desativada: Will Hardy tentou várias combinações, mas a mobilidade dos homens grandes da Filadélfia gerou desajustes constantes.
- Tyrese Maxey, o maestro: Embora a noite tenha sido do Grimes, Maxey mostrou mais uma vez por que é o farol do time. Quando o jogo pede hierarquia, ele aparece. Não forçou arremessos, distribuiu o jogo e soube ler quando passar o bastão para o ala-armador inspirado.
- Uma vitória que vale o dobro: Vencer numa quadra tão complicada como o Delta Center, sem depender exclusivamente de um ou dois jogadores, manda uma mensagem clara para o resto da liga: olho nesse Sixers.
No final, o jogo 76ers - Jazz nos deixou um ensinamento. Nessa NBA de supertimes e estrelas, às vezes a diferença é feita por um cara faminto, um banco que contribui e a fé de que a bola pode acabar nas mãos certas, mesmo que o nome na camisa não seja o mais caro. A estrada para os playoffs é longa, mas ontem à noite, em Utah, os caras da Filadélfia encontraram uma faixa extra na qual podem acelerar mais do que ninguém.