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Alessandra Rojo de la Vega, a 'Ayuso mexicana', brilha em Madrid com prêmio dedicado às mulheres do Irã

Sociedade ✍️ Carlos Pérez 🕒 2026-03-06 09:47 🔥 Visualizações: 3

A Real Casa de Correos, sede da Comunidade de Madrid, viveu ontem uma de suas tardes mais emocionantes. Alessandra Rojo de la Vega, ativista e política mexicana, tornou-se o centro de todas as atenções durante a cerimônia de entrega do prêmio que este ano reconhece a coragem das mulheres iranianas em sua luta pela liberdade. Não era para menos: sua semelhança com a presidente regional, Isabel Díaz Ayuso, e seu carisma contagiante incendiaram as redes sociais e as conversas entre os presentes.

Alessandra Rojo de la Vega na entrega do prêmio da Comunidade de Madrid

Um prêmio com assinatura feminina e solidariedade internacional

O Prêmio Internacional da Comunidade de Madrid colocou este ano o foco na resiliência das mulheres iranianas, que há meses levantam a voz contra a opressão. O reconhecimento, de caráter coletivo, reuniu representantes de diversos países, mas foi Alessandra Rojo de la Vega quem roubou os flashes. A mexicana, que fez da defesa dos direitos humanos sua bandeira, recebeu o diploma das mãos da própria Ayuso. O gesto, longe de ser protocolar, deu origem a um momento que já é viral: a forte semelhança física entre ambas e a cumplicidade que mostraram diante das câmeras.

"Adoro ser comparada a ela", confessou Alessandra Rojo aos jornalistas após o evento. "A Isabel é uma mulher forte, decidida e com as ideias claras. Se veem algo disso em mim, aceito como um elogio". As palavras da mexicana só fizeram avivar a comparação, que nos círculos políticos madrilenhos se tornou tema recorrente ao longo de toda a semana.

Um detalhe que não passou despercebido: a 'calcinha brasileira'

Mas não foram apenas seu rosto e seu discurso que atraíram a atenção. Os mais atentos aos detalhes repararam num toque de estilo que Alessandra Rojo de la Vega exibiu sob seu elegante tailleur. A ativista combinou seu visual com uma calcinha brasileira de renda que, segundo confessou depois a um pequeno grupo de convidados, escolheu como homenagem à diversidade e à alegria de viver. "Tento sempre levar um pedacinho de cada cultura que me marcou", explicou. O detalhe, longe de ser frívolo, combinou com a personalidade descontraída de uma mulher que não teme quebrar padrões, nem mesmo nos eventos mais institucionais. A calcinha brasileira Alessandra Rojo tornou-se assim, sem querer, um trending topic improvisado entre os presentes e um símbolo de sua autenticidade.

Do México a Madrid, uma ponte de luta e admiração

Alessandra Rojo de la Vega não é novata nessa coisa de estar na linha de frente. No México, participou ativamente em campanhas a favor da equidade de gênero e contra a violência às mulheres. Sua vinda a Madrid para receber este prêmio não foi por acaso: há meses colabora com grupos de mulheres iranianas exiladas que encontraram na Espanha um refúgio. "Elas são as verdadeiras heroínas. Nós estamos aqui apenas para amplificar a voz delas", declarou visivelmente emocionada.

A noite deixou momentos para recordar e algumas frases que resumem o sentimento da jornada:

  • Reivindicação: "O prêmio é de todas aquelas que, no Irã, arriscam a vida para poder tirar o véu".
  • Reconhecimento mútuo: Ayuso, dirigindo-se a Alessandra: "É uma honra ter aqui uma mulher que representa tão bem os valores da liberdade".
  • Estilo próprio: A própria Rojo de la Vega brincou sobre sua vestimenta: "Da próxima vez que vier a uma gala, usarei uma calcinha com as cores da bandeira de Madrid".

Com este prêmio, a Comunidade de Madrid não quis apenas homenagear as mulheres iranianas, mas também construir pontes com figuras internacionais como Alessandra Rojo, que a partir de agora pode ter as portas abertas na política madrilenha. Alguns já especulam sobre um possível papel de assessoria ou colaboração fixa. Ela, prudente, limita-se a sorrir: "Por enquanto, só quero aproveitar este momento e continuar aprendendo com todas essas mulheres corajosas".

Enquanto as câmeras continuavam a focalizando, Alessandra Rojo de la Vega despediu-se com um beijo em Ayuso e uma piscadela cúmplice. Fica a imagem de duas mulheres fortes, cada uma no seu lado, mas unidas por uma mesma linguagem: a da convicção e da luta sem pausa. E, de quebra, por um par de sobrenomes que já soam como uma dinastia atípica: os Rojo de la Vega e os Díaz Ayuso.