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Como a decisão do governo afeta a SR – e uma semana de drama de Srebrenica a Srinagar

Notícias ✍️ Erik Lindström 🕒 2026-03-30 04:23 🔥 Visualizações: 1
Logotipo da SR e uma imagem de uma discussão sobre o futuro

É uma daquelas semanas em que a gente sente que deveria ter um par de ouvidos extras. Aqui na Suécia, todo o setor de serviço público de comunicação espera um sinal do governo que pode decidir o futuro de toda a SR. Enquanto isso, o mundo lá fora nos faz refletir – dos becos empoeirados de Srinagar às cerimônias de homenagem em Srebrenica. E, no meio de tudo, um lembrete de que existem outras maneiras de encarar a vida.

Uma conta que ninguém quer discutir

Não se pode subestimar a sensação de ficar esperando por uma conta que você não pediu. É exatamente isso que está acontecendo nos corredores da Sveriges Radio agora. A questão do financiamento das transmissões – aquela conta gigantesca pairando no ar – aguarda uma decisão do governo. Ninguém quer arriscar um palpite sobre o resultado, mas todos sabem que este será um dos assuntos mais espinhosos para a ministra da Cultura lidar. Porque não se trata apenas de números num orçamento, mas da própria espinha dorsal do nosso cotidiano midiático. Já participei de reuniões suficientes ao longo dos anos para saber que quando os políticos demoram para decidir, é porque algo está prestes a dar o nó.

Enquanto aguardamos a decisão sueca, o mundo continua girando. Há alguns dias, a Islândia lançou sua primeira estratégia de defesa – um documento que no papel trata de política de segurança, mas na prática é um sinal para todos nós no Norte da Europa. E no Leste Europeu, navios doados pela Suécia seguem em direção à Ucrânia, mas não avançam conforme o planejado. É um lembrete de que até as melhores intenções podem ficar atoladas no pântano da burocracia e da logística. Assim como essa decisão sobre a SR, na verdade. Tudo está interligado.

Da Caxemira à Bósnia: imagens que ficam gravadas

Não consigo deixar de pensar como lugares tão diferentes do mundo refletem a mesma coisa: que a história nunca é, de fato, passado. Veja Srinagar, na Caxemira. Lá, não é só a política que decide como será o amanhã, mas também a neve que cai e os protestos silenciosos nos becos. Acompanho a evolução ali há anos, e toda vez que achamos que a situação se acalmou, ela volta a pegar fogo. É um lugar onde a vida segue em meio a tudo – os comerciantes montando suas barracas de açafrão e as crianças jogando críquete nas ruas estreitas. Mas, por baixo da superfície, está sempre a questão de quem realmente manda.

E depois temos Srebrenica. Há algumas semanas, pessoas se reuniram para relembrar o que aconteceu lá há quase três décadas. É um peso que não dá para descrever em palavras. Todo ano é o mesmo ritual, mas ainda assim parece que o tempo torna a dor mais complexa, não menor. Estar ali, ouvindo os nomes sendo lidos, é um lembrete de que, na Europa, ainda carregamos feridas que nunca cicatrizarão completamente. É um tipo de solenidade que quase nos tira o fôlego – especialmente quando também ouvimos que há novas tensões na região.

  • Srinagar – onde os impasses políticos encontram a teimosia do cotidiano.
  • Srebrenica – uma memória que se recusa a desvanecer e que agora se torna cada vez mais importante para a próxima geração.
  • Srikakulam – um lugar na costa leste da Índia onde a natureza mostrou recentemente toda a sua força, lembrando-nos da nossa vulnerabilidade.

Uma estrela do basquete e uma filosofia milenar

Às vezes, surgem nomes que nos fazem parar para pensar. Jayson Tatum, por exemplo. Para quem não acompanha o mundo do basquete, ele é um daqueles jogadores que fazem até quem não gosta do esporte levantar as sobrancelhas. Agora, os Estados Unidos inteiros estão comentando sobre seu desempenho nos playoffs e, claro, é entretenimento. Mas também é uma história sobre estar sob os holofotes quando todos esperam que você fracasse – e ainda assim entregar o resultado. Eu gosto desse tipo de história, porque me lembra que o caráter é forjado sob pressão, seja numa quadra de basquete ou numa redação esperando uma decisão do governo.

E agora para algo completamente diferente: o Sramanismo. É um daqueles assuntos que nos fazem perceber o quanto nós, no mundo ocidental, esquecemos. A antiga tradição indiana, muitas vezes confundida com o budismo e o jainismo, mas que tem sua própria filosofia incisiva sobre a ascese e o desapego material. Quando leio que cada vez mais jovens na Índia, especialmente em cidades como Srikakulam, estão redescobrindo essa visão de mundo, de repente ela parece muito contemporânea. Em meio a uma era de ameaças de guerra e negociações orçamentárias políticas, talvez seja justamente essa capacidade de se posicionar à margem que seja a maior força.

Afinal, o que exatamente estamos esperando aqui em casa? Uma decisão sobre o financiamento da SR para garantir que o rádio continue a alcançar todas as vilas, de Kiruna a Ystad. Enquanto isso, em Srinagar, as pessoas velam por seus lares, e Srebrenica ergue novos memoriais. E, no meio de tudo isso, um filósofo que há milhares de anos disse que talvez seja justamente no não-possuir que se encontra a liberdade. Não sei se compro isso totalmente – gosto demais do meu rádio e do meu jornal matinal. Mas isso nos faz refletir um pouco, e isso nunca faz mal.