Monaco – Brest: um confronto da Ligue 1 com gosto de revanche e arrependimento
Que atmosfera, meu amigo! Na noite deste sábado, o Stade Louis-II viveu uma daquelas noites que lembram por que amamos este esporte. Este Monaco – Brest, a gente esperava pra ver, e não decepcionou. De um lado, uma AS Monaco que quer acreditar na Europa; do outro, um Stade Brestois que luta pela sobrevivência com uma garra de doer. O coquetel era explosivo. E ainda tinha aquele gosto amargo, aquela história de mercado que quase mudou tudo... Claro que estou falando da novela Dina Ebimbe.
Um onze inicial que deu o que falar
Assim que as escalações saíram, o tom estava dado. No lado monegasco, Adi Hütter tirou a carta da manga ao escalar uma dupla ofensiva inesperada. Ver Adingra e Hradecky como titulares de cara fez a arquibancada chiar. O primeiro, com sua canhota diferenciada, e o segundo, aquele rochedo finlandês no gol (sim, você leu certo, Hradecky no gol do Principado!), era uma aposta ousada. Mas, como de costume, o técnico austríaco acertou. Enquanto isso, no lado bretão, Éric Roy apostava na solidez e nos contra-ataques rápidos, com um bloco bem compacto. Mas como não pensar no que poderia ter sido?
O fantasma de Dina Ebimbe
Impossível falar deste jogo sem mencionar o elefante na sala. Dina Ebimbe não viveu a transferência frustrada para o Monaco com leveza, isso é pouco dizer. As negociações estouraram no último minuto, e o jogador ficou em Brest com um gosto de "quase lá". Dava pra sentir em campo: cada vez que tocava na bola, era pra desafiar aqueles que poderiam ter sido seus companheiros. Uma vingança pessoal, e que vingança! Suas investidas na área monegasca semearam o pânico mais de uma vez. São esses pequenos dramas humanos que dão tempero ao nosso campeonato.
Os momentos decisivos do jogo
No gramado, o combate foi de primeira. Eis o que fica dessa noite louca:
- O impacto de Adingra: abriu o placar aos 30 minutos, um foguete de esquerda que deixou Bizot pregado no chão.
- A muralha Hradecky: o goleiro finlandês, que chegou no Principado sem alarde, fez três defesas reflexas dignas de um paredão. A defesa dupla em chutes de Del Castillo e Lees-Melou no segundo tempo será inesquecível.
- A reação do Brest: perdendo por 2 a 0, os "Ti Zefs" diminuíram num pênalti provocado pelo irrequieto Dina Ebimbe, antes de pressionar pelo empate num final de tirar o fôlego.
- O roteiro maluco: quando tudo caminhava para um justo 2 a 2, um contra-ataque relâmpago de Ben Seghir nos acréscimos deu a vitória ao Monaco. 3 a 2, placar final. Raça, pura raça.
Monaco aguenta o tranco, Brest se arrepende
Ao apito final, o Louis-II explodiu. Essa vitória, sofrida, permite ao Monaco se manter no encalço do G-4. Mas, francamente, o Brest pode ter enormes arrependimentos. Com um pouco mais de sorte e sem a incrível combatividade de Hradecky, eles sairiam daqui com pelo menos um ponto. Esse time tem raça, e provou isso. Quanto a Dina Ebimbe, ele deixou o campo de cabeça erguida, saudado pelas duas torcidas. Sua mensagem foi clara: vocês podem ter desistido da transferência, mas eu não desisti da luta.
Então é isso, este Monaco – Brest ficará marcado como um jogo de bravura, orgulho e drama. A Ligue 1 tem esse dom de nos oferecer espetáculos tão intensos quanto imprevisíveis. Aguardemos os próximos!