Bansky: Será que a verdadeira identidade do artista foi revelada de novo? Entenda o que está por trás disso.
Lá vamos nós de novo: a verdadeira identidade de Banksy finalmente foi descoberta. Pelo menos, até a próxima "revelação". Mal aparece um novo trabalho em Londres ou um evento com triturador choca o mundo da arte, e lá vem a especulação sobre o rosto por trás do spray. As manchetes atuais não param: finalmente sabemos quem se esconde por trás do mito! Ou será que não? Bem-vindos ao eterno jogo de adivinhação sobre o artista famoso que ninguém conhece.
O burburinho eterno em torno do homem por trás do spray
Todo mundo conhece as imagens icônicas: o rato com o escudo, a menina com o balão, o lançador de flores. Banksy tirou a arte de rua do submundo e a levou para as salas de estar. Mas quem é esse artista que há décadas alimenta a imaginação do mundo? Sempre foi o suposto estudante de Bristol, Robin Gunningham? Um coletivo? Ou alguém completamente diferente? A especulação não para, e cada suposta revelação vira um evento midiático global. E nós, brasileiros? Estamos no meio disso, afinal, nos lares brasileiros não faltam inúmeras reproduções de Banksy em tela, e a galera tenta encontrar seu próprio estilo nos muros por aí, buscando referências e técnicas do graffiti.
Dessa vez, é uma "investigação inovadora" que quer tirar o véu – ou pelo menos é o que dizem os mesmos de sempre. Supostamente, uma equipe de analistas de dados e jornalistas reuniu evidências suficientes para revelar o nome sem sombra de dúvida. A gente conhece esse jogo. Em 2016, o burburinho já era grande: uma suposta prova científica queria que Banksy fosse Robert Del Naja, do Massive Attack. Na época, a comoção foi enorme, até que passou. E agora, mais um capítulo. Em breve, seremos confrontados com um novo nome – e a discussão vai esfriar na mesma velocidade, até a próxima obra aparecer. É como uma piada sem fim no mundo da arte.
O que seria de Banksy sem o seu segredo?
Imaginem por um instante se a identidade fosse realmente revelada: a magia desapareceria? Parte do fascínio está justamente no anonimato. Ele faz de Banksy uma tela em branco para nosso desejo de um Robin Hood das artes, que com humor e crítica afiada aponta os dedos nas feridas da sociedade. Banksy é mais que uma pessoa – ele é uma ideia. E ela vive da incerteza. Ao mesmo tempo, o burburinho em torno da pessoa é um turbo para o mercado: mal surgem notícias sobre a "identidade", os preços das obras e, claro, dos artigos de fã disparam. A camiseta com estampa do Banksy ou o moletom com o rato inspirado no Banksy de repente viram artigos cobiçados de novo. No Brasil, os jovens usam orgulhosos pelos shoppings – uma declaração de amor à arte de rua e uma forma de fugir do mainstream. E, claro, muitos têm aquela camiseta inspirada no Banksy guardada no armário, pronta para o próximo rolê urbano.
Do muro ilegal ao estilo próprio
Não importa quantas "revelações" ainda teremos: Banksy inspirou uma geração inteira de artistas. Quem hoje quer pegar no spray encontra inúmeras possibilidades. Além das oficinas clássicas de graffiti, livros como "Graffiti school: o caminho para o seu próprio estilo; uma introdução à arte do style-writing; com manual do professor" são um sucesso. Até parece um livro didático – e é exatamente isso que é legal: o que antes era visto como vandalismo, hoje é ensinado como uma forma de arte séria. Do muro ilegal em Bristol à camiseta inspirada no Banksy nas lojas de moda no Brasil – a evolução é rápida. E mostra que Banksy fez mais do que apenas pintar muros. Ele deu início a um movimento.
- Os motivos de Banksy são sucessos eternos: Seja em tela, moletom ou camiseta – as imagens são atemporais e decoram milhares de lares.
- Graffiti como forma de arte: Cada vez mais jovens descobrem o "style-writing" por si mesmos, inspirados por cursos e livros.
- A sedução do proibido: Banksy vive da tensão entre a subversão e o sucesso comercial.
Conclusão: A caçada continua – e ainda bem
Será que a mais nova "revelação" é a última? Dificilmente. A identidade de Banksy ainda vai nos render muita conversa, e tudo bem. Talvez o maior truque do artista seja nos fazer especular sem parar. Até a próxima vez que uma suposta prova aparecer. Nós, brasileiros, continuamos ligados – e, enquanto isso, vestimos nosso moletom do Banksy ou penduramos uma tela nova na sala. Porque, no fim, o que importa não é o nome, mas a arte. E o próximo boato não vai demorar.