La vita in diretta hoje: entre polêmicas, uma pausa forçada e aquele curioso cruzamento com BJ Alex e Capitã Marvel
Roma. Lá vamos nós de novo, ou talvez não. Por aqui, quando se fala de La vita in diretta hoje, é preciso ficar de olho em duas coisas: o controle remoto e o humor da redação. Ontem, por exemplo, o programa não foi ao ar. Uma greve dos jornalistas fez com que o episódio fosse cancelado, e quem esperava o compromisso habitual das 15h na Rai1 se deparou com uma grade reformulada e um pouco mais silenciosa do que o normal. Mas, como alguém costumava dizer antigamente, quem para, perde. E aqui ninguém tem a menor intenção de ficar para trás.
Enquanto Alberto Matano e a equipe se preparam para retomar o fio da meada, nas redes sociais e além, circulam histórias que parecem saídas de universos paralelos. E o mais legal é que, de certa forma, elas são. Porque se por um lado La vita in diretta para por um dia, por outro a narrativa continua, talvez de formas inesperadas. Vejamos, por exemplo, um título como A vida da Capitã Marvel. Não estou falando do programa, claro, mas daquela graphic novel assinada por uma certa dupla criativa que chegou ao Brasil há alguns anos por uma editora especializada. Carol Danvers voltando para casa, no Maine, para lidar com o passado, com as cartas do pai, com uma mãe que esconde segredos. Uma super-heroína que para, assim como o programa de hoje, para se reconectar consigo mesma. Parece uma coincidência, mas no mundo das histórias, não existem acasos.
E depois há a outra história, aquela que vem de muito longe, mas que de alguma forma se cruza com esta estranha terça-feira de pausa forçada. Estou falando de BJ Alex. Para quem não conhece, é um manhwa – um mangá coreano – que se tornou um fenômeno global. A história de Ahn Jiwon, um estudante exemplar durante o dia e um popular broadcast jockey à noite, que usa uma máscara para esconder quem realmente é. E Nam Dong-Gyun, o garoto que o segue em segredo, até que descobre a verdade. Parece uma história distante da realidade brasileira, mas tem tudo a ver com o que acontece todos os dias aqui também. Com as vidas que mostramos ao vivo e aquelas que guardamos para nós.
Talvez não seja coincidência que, nessas horas, enquanto La vita in diretta hoje tirava uma folga, o debate tenha se deslocado para outra frente. Um apresentador muito conhecido da tarde, na verdade, abriu uma polêmica por conta própria: “Nós sempre pontuais, respeitamos as regras”. Uma alfinetada que, no clima tenso do momento, não passou despercebida. E eu entendo, entendo a tensão de quem trabalha na televisão e sabe que cada minuto no ar vale ouro. Mas tem uma coisa que me faz sorrir em meio a tudo isso: La vita in diretta está aí há décadas, desde 1991 para ser mais exato, e qualquer um que tenha um mínimo de memória sabe que já viu tempestades de todos os tipos. Hoje para por causa de uma greve, amanhã voltará mais forte, como sempre fez.
Se eu tivesse que resumir o sentido desta estranha tarde sem o programa, faria isso em três pontos:
- A força de parar. Carol Danvers faz isso em A vida da Capitã Marvel, para entender quem ela realmente é. Às vezes, até a televisão precisa de uma pausa para lembrar qual é o seu caminho.
- As máscaras que usamos. Ahn Jiwon em BJ Alex usa uma para se proteger, para ser amado sem ser julgado. Quantas das histórias que acompanhamos todos os dias escondem verdades que não vemos?
- A resiliência de um formato. La vita in diretta hoje para por um dia, mas a máquina não desliga. Os repórteres estão prontos, as câmeras ligadas, as histórias para contar não faltam. E amanhã, quando voltar ao ar, o público estará lá como sempre.
Enquanto isso, se você perdeu o compromisso de ontem, pode recuperar tudo na plataforma online da TV estatal. E se quiser dar uma olhada nessas outras histórias, na Carol Danvers voando entre as estrelas ou no Ahn Jiwon tirando a máscara, fique à vontade. Afinal, todos nós sabemos: as histórias, as verdadeiras, nunca tiram férias. Nem mesmo quando a transmissão ao vivo para.