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Dia Internacional da Mulher 2026: Das emoções à ação – as celebrações imperdíveis

Mulheres ✍️ Sofie Krogh 🕒 2026-03-06 07:30 🔥 Visualizações: 2

Mulheres em manifestação no Dia Internacional da Mulher

8 de março chega ao Brasil, e não é apenas mais um domingo. O Dia Internacional da Mulher está, este ano, mais relevante do que nunca. Porque, mesmo com mais mulheres ocupando cadeiras em conselhos administrativos e um debate que esquenta a cada dia, o abismo entre o discurso e a realidade persiste. Passamos por um inverno de reflexões contundentes sobre os pontos cegos da luta por igualdade, e neste ano, sinto uma inquietação nas ruas. Não se trata mais apenas de sentir-se igual – trata-se de agir.

Uma nova generation brada por mudanças: JovemClang na linha de frente

Em São Paulo, são os jovens que estão ditando as regras. A organização JovemClang celebra o Dia Internacional da Mulher com uma programação vibrante que conecta as feministas dos anos 70 aos dias de hoje. Eles entenderam que a luta não acabou só porque tivemos uma presidente mulher. Pelo contrário. Seus eventos vão de oficinas sobre autoestima a espaços de fala aberta, onde jovens mulheres podem compartilhar suas histórias. É aqui que as futuras linhas de frente do feminismo são desenhadas – e é aqui que sentimos que a indignação ainda ferve, mas agora vem acompanhada de união e vontade de fazer acontecer.

O debate: Só a emoção não move montanhas

Recentemente, o debate explodiu na mídia quando um comentarista conhecido cutucou a ferida: não basta achar que a igualdade existe. Precisamos encarar os números. As diferenças salariais, que ainda giram em torno de 15 a 20% em alguns setores. O desequilíbrio no uso da licença-parental. As mulheres que continuam sendo ignoradas nas reuniões. Conversei com uma diretora experiente esta semana, que disse: "Nós já tivemos as conversas – agora precisamos mudar os sistemas." E ela tem razão. Porque, quando aprofundamos a questão, vemos que é sobre estrutura. Sobre o viés nas contratações. Sobre quem tem a palavra. E é exatamente por isso que o Dia Internacional da Mulher é tão fundamental: ele nos obriga a parar e medir a realidade contra nossos ideais.

Boas notícias do mundo corporativo – mas precisamos manter a pressão

No entanto, também há motivos para otimismo. Várias análises indicam que as empresas finalmente estão começando a mudar. Não apenas por uma questão de imagem, mas porque a diversidade realmente impacta os resultados financeiros. Soube de uma grande empresa brasileira que recentemente implementou entrevistas de emprego anônimas – e, de repente, a proporção de candidatas mulheres avançando no processo seletivo aumentou significativamente. São pequenos passos, mas que mostram o caminho. É desse tipo de ação concreta que precisamos. E é exatamente isso que as celebrações de hoje devem nos lembrar: não podemos nos acomodar e achar que a solução virá sozinha.

Viva o dia no seu bairro: Eventos imperdíveis

Seja você fã de debates, música ou protestos de rua, vai encontrar opções na maioria das cidades. Eu dei uma olhada na programação – e é incrível a quantidade de energia dedicada a criar espaços para o diálogo. Aqui está uma amostra do que você pode conferir:

  • São Paulo: Concentração para a Marcha das Mulheres no vão livre do MASP às 14h, com falas e apresentações culturais. A JovemClang promove evento com roda de conversa e música no Centro.
  • Rio de Janeiro: Aterro do Flamengo recebe ato político-cultural a partir das 10h, com a participação de artistas e ativistas.
  • Belo Horizonte: Feira de empreendedorismo feminino e exposições de artistas locais na Praça da Liberdade.
  • Recife: Debate no Marco Zero com representantes de movimentos sociais e rodas de diálogo abertas ao público.

Não importa onde você esteja, certamente encontrará um evento que desperte seu interesse. Porque é na união que encontramos nossa força. O Dia Internacional da Mulher não é apenas uma data no calendário – é um lembrete de que estamos sobre os ombros de gigantes que vieram antes de nós, e que devemos a elas continuar lutando. Mesmo quando for desconfortável. Mesmo quando parecer que já conquistamos tudo. Porque ainda não conquistamos. Ainda não.