John Wick 4: Por que o "Capítulo 4" sela o legado definitivo de Keanu Reeves
É uma daquelas notícias que nos teletransportam de volta aos anos 90: "Speed", o blockbuster de ação definitivo de toda uma geração, chega ao Hulu em março de 2026. Dá para ver Keanu Reeves e Sandra Bullock, nitidamente, perseguindo o ônibus pela pista. E enquanto me pego pensando: "Por favor, assistam só ao primeiro filme, o segundo podem esquecer", percebo o longo caminho que este ator percorreu. De lá para cá, da viagem em alta velocidade sobre rodas até o passeio pelo inferno em seda sob medida. Claro, estou falando de "John Wick: Capítulo 4".
Uma sinfonia de violência: Por que "Capítulo 4" supera tudo
Nos últimos vinte anos, vi praticamente todos os tipos de montagem de ação que esse gênero tem a oferecer. Mas o que o diretor Chad Stahelski entregou aqui não é mais mera ação. É poesia coreografada. John Wick 4: Baba Yaga (2023) pega tudo o que os filmes anteriores construíram e joga numa matriz de estilo. A sequência em vista aérea em Paris? Aposto que as escolas de cinema ainda vão analisá-la daqui a dez anos. Dá para perceber que quem dirige é um dublê que sabe como enquadrar o corpo da estrela. Keanu não é apenas um cabide para o terno; ele é a própria arma.
O negócio do mito: Do Funko POP! à "Ballerina"
No entanto, um fenômeno como John Wick: Capítulo 4 não vive apenas das telonas. É um universo que se tornou um negócio autossustentável. Vejo nas lojas, vejo nas coleções: todo mundo quer um pedaço disso. O Funko POP! John Wick 4, com seu cachorro e terno ensanguentado, já não é mais um produto de nicho para nerds, mas sim um item obrigatório da cultura pop. Ele está na prateleira ao lado da série limitada de figuras de vinil do "Escudo dos Pardais" – aquela facção misteriosa dentro da Alta Cúpula que aparece rapidamente no filme, mas já desperta a imaginação. Quem detém os direitos de licenciamento dessas linhas de brinquedos está sentado em uma pequena mina de ouro.
E então, claro, temos o futuro. "Ballerina: Do Mundo de John Wick" está chegando. Com Ana de Armas no papel principal, esta é a primeira grande tentativa de spin-off. Estou curioso para ver se os criadores cometerão o mesmo erro de "Speed 2" – simplesmente mais do mesmo – ou se entenderão que o público quer mergulhar nesse mundo por causa de suas regras, rituais e esse código de honra enigmático. O sucesso de "Ballerina" vai determinar se, daqui a cinco anos, estaremos falando do universo cinematográfico de John Wick como falamos da Marvel ou como de uma estrela cadente que já se apagou.
O DNA da estrela: Do ônibus ao lápis
Voltando ao Keanu. Quem o vê hoje em John Wick 4 – abrindo caminho sem esforço por ondas de inimigos – precisa lembrar que esse homem fará 60 anos no ano que vem. Isso não é por acaso. É o resultado de uma carreira que sempre apostou na presença física. Dos dublês no ônibus em "Speed" (que, diga-se de passagem, ele mesmo fez em sua maioria) até os três anos de treinamento em artes marciais para cada filme do Wick. Ele é a prova viva de que a autenticidade é o efeito especial que nenhum computador pode substituir. Enquanto outros estúdios apostam em telas verdes e pixels, Stahelski faz seus atores sangrarem – em sentido figurado. E é exatamente isso que se sente em cada plano de John Wick 4: Capítulo 4.
O que fica? Os rastros dos Pardais
Ao final de quase três horas de duração, uma coisa fica na minha cabeça: esses filmes são a rara síntese entre o cinema de arte e o comercial. Eles satisfazem a necessidade de vingança simples, mas o fazem com uma obsessão estilística que só se vê, normalmente, no cinema de autor europeu. O "Escudo dos Pardais" pode ser apenas um aspecto secundário no quarto filme, mas simboliza o quão profundo este mundo realmente é. É uma promessa de histórias que ainda podem ser contadas.
Seja no cinema, no streaming ou como um Funko POP! na mesa de trabalho, John Wick já é imortal. E eu, por mim, já estou ansioso pela reexibição de "Speed" em março de 2026. Não só pela nostalgia, mas para ver onde começou a longa jornada de um dos maiores astros de ação de todos os tempos. A jornada ainda está longe do fim.
Os pilares comerciais do universo John Wick em resumo:
- Série principal de filmes: Quatro partes com bilheteria mundial superior a um bilhão de dólares.
- Merchandising: Itens de colecionador de alto valor, como a série Funko POP! John Wick 4 e figuras exclusivas do "Escudo dos Pardais".
- Spin-offs: "Ballerina" como o primeiro grande teste para a expansão da franquia sem Keanu Reeves no papel principal.
- Colaborações de estilo de vida: De ternos sob medida a marcas de relógios – a estética do filme é um sonho para qualquer parceiro de publicidade com sofisticação.