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O ano do 'Beto': como um mezcal de San Luis Potosí, um músico e um jogador de futebol estão ressignificando o negócio do entretenimento no México

Negócios ✍️ Jorge Martínez 🕒 2026-03-04 01:34 🔥 Visualizações: 2

Nesta semana, enquanto brindava com um Corral de Beto na degustação privada após a cerimônia de entrega dos prêmios CAVA 2026, não pude deixar de sentir que o universo 'Beto' estava se alinhando. O mezcal de San Luis Potosí levou o ouro e a prata, e em cada conversa ecoava um nome: Alberto Montenegro, o mestre mezcalheiro por trás dessa joia. Mas lá fora, nas telas e nos campos, outros 'Betos' dominavam a conversa nacional. Isso não é coincidência; é uma tendência de mercado.

Beto: do mezcal aos holofotes

Do deserto potosino aos bares de Nova York

O sucesso de Alberto Montenegro não é por acaso. Quando conheci a destilaria do Corral de Beto há alguns anos, já se respirava ambição. Agora, com as medalhas do CAVA 2026 brilhando em seu currículo, o mezcal potosino quebrou o teto de vidro. Não se trata apenas de um reconhecimento artesanal; falamos de um produto que está conquistando paladares nas Américas e na Europa com a mesma força com que os pontas de Beto da Silva avançam pela lateral direita. O mercado de bebidas premium está sedento por autenticidade, e potosinos como Montenegro a oferecem em garrafa.

Música, atuação e apostas: o ecossistema 'Beto'

Mas o sobrenome não é a única coisa que importa. O nome próprio se tornou um ímã comercial. Enquanto Beto Cuevas prepara sua turnê nostálgica com o melhor do La Ley, as marcas de luxo já estão de olho nele para associar sua imagem a produtos de alta gama. E na telinha, o lendário Luis Brandoni – sim, o argentino – acaba de protagonizar uma cena numa série da Netflix em que seu personagem degusta um mezcal artesanal. As referências ao destilado mexicano não são inocentes: o merchandising de bebidas espirituosas está no auge.

Em campo, Beto da Silva continua dando o que falar. Sua atuação na Liga MX não só move a torcida, mas também as casas de apostas. Plataformas como a BetOnline já ajustam suas cotações toda vez que o peruano entra na área. E é que o negócio do entretenimento esportivo e o das apostas online andam de mãos dadas. Se a isso somarmos que as bebidas premium patrocinam cada vez mais eventos esportivos, o círculo se fecha: os 'Betos' estão no centro do ringue.

O negócio por trás do nome

Para os investidores, a lição é clara. O consumidor mexicano atual busca histórias com as quais se identificar. Um mezcal que leva o nome de um mestre artesão (Alberto Montenegro), que soa como o ídolo do rock dos anos noventa (Beto Cuevas) e que é apreciado vendo um atacante (Beto da Silva) é mais que uma bebida: é uma experiência integrada. As marcas que conseguirem capitalizar essa polissemia do 'Beto' – desde a cepa do agave até a emoção do gol – terão o terreno preparado para conquistar não só o México, mas também o mercado hispânico dos Estados Unidos.

  • Oportunidade 1: Alianças entre destilarias e plataformas de streaming para integrar o mezcal em séries de alto perfil (o caminho já iniciado por Luis Brandoni).
  • Oportunidade 2: Patrocínios cruzados entre casas de apostas como a BetOnline e clubes da Liga MX, com campanhas estreladas por figuras como Beto da Silva.
  • Oportunidade 3: Lançamento de edições especiais de mezcal comemorativas das turnês musicais de Beto Cuevas, apelando para o público nostálgico com alto poder aquisitivo.

A febre do 'Beto' não é passageira. Enquanto os barris do Corral de Beto são esvaziados nos melhores bares de Madri e Nova York, e os gols de Da Silva disparam os alertas da BetOnline, o verdadeiro negócio está em entender que a cultura popular e as tradições artesanais já não andam separadas. Quem apostar nesse coquetel tem o ouro garantido. Como o que Alberto Montenegro acaba de conquistar no CAVA 2026.