Brentford x Wolverhampton: Empate eletrizante decide o clássico do oeste de Londres
Pessoal, o jogo de ontem entre Brentford e Wolverhampton foi daqueles que dá um aperto no coração de quem perdeu. Tudo bem, não é o grande clássico de Londres nem o "jogo das estrelas", mas é o clássico do oeste com toda a raça e rivalidade que a expressão carrega. Quem acompanhou a partida no domingo entende por que esses dois times têm uma torcida tão grande, inclusive aqui no Brasil.
O cenário da partida: dois tempos, histórias diferentes
O jogo foi no "Gtech", a casa do Brentford, e a torcida lá não perdoa. O time da casa começou o primeiro tempo com tudo. Claramente, o técnico pediu pressão desde o início para aproveitar o embalo da torcida. Pra ser sincero, o Brentford parecia que ia "devorar os lobos" (Wolverhampton) com farinha! Os ataques vinham em sequência, e eles por pouco não marcaram várias vezes, não fosse pelas defesas do goleiro dos Wolves.
Mas uma coisa que aprendemos sobre o Wolverhampton sob o comando do técnico português Vítor Pereira é que eles não quebram facilmente. Pouco antes do intervalo, num contra-ataque organizado, o sul-coreano Hwang Hee-chan rouba a bola e manda pro fundo da rede. Golaço! O time visitante sai na frente, e o Brentford fica se perguntando: como isso aconteceu?
Segundo tempo: a reação das Abelhas e a sorte no lance
O time da casa voltou para a etapa final como se tivesse com sangue nos olhos. A pressão aumentou violentamente. Quem não conhece o Brentford, o nome pode não dizer muito, mas é um time "casca-grossa" que joga um futebol raçudo. Logo no começo do segundo tempo, eles conseguem um pênalti após uma falta clara dentro da área. O batedor vai pra cobrança... ou você acredita, ou se surpreende! O goleiro defende a batida com maestria! Mas... no rebote! A bola sobra na cabeça de um zagueiro, mas a defesa tira em cima da linha com muito esforço. A torcida sente que as Abelhas (apelido do Brentford) estavam prestes a ferroar.
E, de fato, a pressão incessante dá resultado com o gol de empate depois dos 70 minutos. Um cruzamento perfeito da direita encontra a cabeça do atacante forte Yoane Wissa, que não desperdiça essas chances. 1 a 1. E aí sim o jogo começou de verdade! Briga no meio-campo, cartões amarelos, troca de ataques. Nos minutos finais, o substituto João Gomes quase marca o gol da vitória do Wolverhampton num contra-ataque rápido, mas a trave impediu.
Os destaques que fizeram a diferença
Não dá pra falar desse jogo sem dar o crédito a quem merece:
- Hwang Hee-chan (Wolverhampton): O gol que ele marcou não foi só um gol, foi uma lição de como finalizar. O desmarque, o domínio e a finalização foram de fazer qualquer um aplaudir, mesmo sem torcer pro time.
- Matheus Cunha (Wolverhampton): O maestro do meio-campo. Deu a assistência genial para o Hwang no gol, e perdeu uma chance clara no segundo tempo, mas a jogada era difícil.
- Yoane Wissa (Brentford): O atacante de fibra. Pressão o jogo inteiro e marcou o gol de empate nos minutos finais. Um centroavante de outro nível.
- Goleiro do Wolverhampton (José Sá): A defesa do pênalti foi um ponto de virada, se não fosse o gol de empate. Sem aquela defesa, eles teriam saído com três pontos.
O que esse empate significa para os dois times?
Com toda a honestidade, o resultado de Brentford 1 x 1 Wolverhampton foi muito justo. As duas equipes fizeram uma partida à altura da Premier League. O Brentford somou um ponto importante na luta para ficar na primeira metade da tabela, enquanto o Wolverhampton, com Pereira, fortaleceu sua posição na zona de segurança e se afastou ainda mais do fantasma do rebaixamento. Acredito que os dois times podem apresentar um futebol ainda melhor nas próximas rodadas.
Resumindo, esse jogo foi um grande review pra qualquer torcedor que quer entender por que o Campeonato Inglês é o mais forte do mundo. Emoção, gols, drama e tática. Isso é futebol, meus amigos.