Blood: O horror com Michelle Monaghan que conquistou a Rai | Reviravoltas e um clássico do gênero
Se você é daqueles que outro dia ligou a Rai esperando o filme de domingo de sempre e se viu de olhos colados na tela diante de um horror tenso e sujo, saiba que não está sozinho. Blood, o filme com uma magnífica Michelle Monaghan, foi o evento de terror da semana na RaiPlay, e já virou caso na internet, com teorias e discussões sobre o final. E eu, como velho frequentador de salas escuras e festivais da meia-noite, só posso dizer: finalmente algo diferente.
Um terror que você não espera (e aquele final para discutir)
A história parece simples: uma mãe e uma filha tentam se reconectar em uma casa de campo isolada, mas, naturalmente, algo sinistro as espera. Sem spoilers pesados, mas quem viu Blood sabe que o verdadeiro horror não é o que salta de repente. É um desconforto que se infiltra sob a pele, uma tensão que cresce lentamente, e aquele final... galera, aquele final. Se você ainda não viu, corra lá na RaiPlay e depois a gente conversa. Nos fóruns especializados, as teorias são muitas, mas a verdadeira força do filme é deixar você com aquele nó no estômago.
Quando o terror se torna metalinguagem: de Pânico aos clássicos cult amaldiçoados
Assistindo Blood, me lembrei de um livrinho que tenho na mesa de cabeceira: Your Favorite Scary Movie: How the Scream Films Rewrote the Rules of Horror (Seu Filme de Terror Favorito: Como a Franquia Pânico Reescreveu as Regras do Horror). Porque, assim como a obra-prima de Craven, este filme também brinca com nossas expectativas. Não é só uma perseguição no escuro; é uma reflexão sobre o quanto estamos dispostos a suportar, sobre o que realmente nos assusta. E se você cresceu na era do videocassete, vai sentir certas atmosferas daqueles filmes B atemporais, que hoje são redescobertos e celebrados como ícones pop.
O lado Série B que a gente ama (e os produtos licenciados irados)
E já que falamos de filmes B, como esquecer pérolas absurdas como Terror at Blood Fart Lake? Ok, é um título que diz tudo e ao mesmo tempo nada, mas dá para entender: o cinema de gênero é também isso, excesso, ironia e muito sangue. Para os verdadeiros fãs, aliás, existe um universo de histórias dos bastidores. Se você ainda não leu, corra para ler If Chins Could Kill: Confessions of a B Movie Actor (Se os Queixos Pudessem Matar: Confissões de um Ator de Série B), a autobiografia hilária de Bruce Campbell, o lendário Ash de A Morte do Demônio. Ensina que, no mundo do cinema de baixo orçamento, a paixão vale mais do que qualquer efeito especial.
E falando em paixão, já viram o novo fenômeno entre os fãs? A Camiseta Masculina Dream League com Logo Ícone Máscara de Hóquei 13th Blood TV Gola Careca. Sim, isso mesmo: uma homenagem ao mito de Sexta-Feira 13, mas com um toque moderno que a torna perfeita tanto para uma maratona de terror quanto para sair no bar. Os produtos licenciados de terror nunca estiveram tão na moda, e usar um pedaço da cultura pop como este é a melhor maneira de declarar seu amor pelo gênero. Eu já comprei a minha, e garanto que o corte é superconfortável.
- Por que Blood funciona: Não se apoia apenas nos clichês de sempre, mas constrói uma atmosfera sólida e um conflito mãe-filha que prende do início ao fim.
- Para combinar com: Uma maratona com In Our Blood, outro título recente que brinca com o folk horror e as relações familiares, só para ficar no tema de sangue e laços de parentesco.
- O conselho do velho tarimbado: Reveja os clássicos, mas fique de olho nos novos lançamentos como Blood. O gênero está mais vivo do que nunca.
Blood e o futuro do horror na TV
A Rai ter decidido apostar num horror psicológico como Blood é um sinal importante. Significa que o público brasileiro (e italiano) está pronto para histórias mais complexas, que não têm medo de ousar. E se você perdeu a primeira exibição, sem problemas: ainda está disponível na RaiPlay. Ligue, apague as luzes e prepare-se para uma hora e meia de puro desconforto. Depois, se quiser, a gente conversa sobre isso tomando uma cerveja, quem sabe usando sua máscara de hóquei favorita.