Lucro da Taesa (TAEE11) dispara 56% e ação é destaque na B3: o que esperar do papel?
Quem acompanha o mercado de ações hoje cedo já percebeu: o papel da Taesa (BVMF:TAEE11) entrou no radar com força total. O motivo? A transmissora de energia soltou o balanço do último trimestre e os números são impressionantes. Enquanto o mercado ainda digere outras notícias como a contestação do MPF à licença da Petrobras na Margem Equatorial, a Taesa mostra que o setor elétrico brasileiro continua sendo uma mina de ouro para quem busca resultados consistentes.
O número que chama a atenção: lucro sobe 56%
O lucro líquido da Taesa avançou impressionantes 56% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Não é pouca coisa. Em um cenário de juros ainda altos e inflação sob controle, a empresa conseguiu entregar um crescimento que poucas blue chips da bolsa repetem. O resultado veio puxado principalmente pela entrada em operação de novos ativos e pela correção monetária da base de remuneração – dois fatores que mostram a solidez do modelo de negócios da companhia.
Dividendos: o que muda para o investidor?
Quem compra Taesa geralmente tem um objetivo claro: viver de renda. A empresa é conhecida no mercado por distribuir proventos gordos e recorrentes. Com esse lucro forte, a expectativa é que os dividendos acompanhem o ritmo. Só no último ano, a Taesa pagou mais de R$ 2,5 por ação em proventos – e a tendência é que esse número possa aumentar. Veja alguns destaques da política de dividendos da empresa:
- Histórico sólido: mais de 10 anos pagando proventos sem interrupção.
- Yield atrativo: com a cotação atual, o dividend yield anual supera os 10%.
- Periodicidade: os pagamentos costumam ser trimestrais, com eventuais JCP extras.
Claro, isso nunca é garantia de futuro, mas o histórico da Taesa fala por si.
O que o mercado está achando?
Nas primeiras horas de negociação, o volume financeiro de TAEE11 disparou. O papel rapidamente entrou na lista dos mais negociados do dia, acompanhado de perto por outros nomes como WEG e BRB, que também aparecem no noticiário corporativo. A impressão que fica é que o investidor está redescobrindo o valor das empresas de energia num momento em que a economia dá sinais mistos.
E a Petrobras nessa história?
Vale um parêntese: enquanto a Taesa comemora, o setor elétrico como um todo monitora o desenrolar da briga do MPF do Pará com a Petrobras. A licença da Margem Equatorial pode afetar o humor do mercado, mas, no curto prazo, a história da Taesa é dela mesma – e ela está muito boa. Empresas de transmissão são menos sensíveis a esse tipo de ruído político, justamente por terem receitas reguladas e contratos de longo prazo.
Afinal, comprar Taesa hoje?
Na minha opinião, quem já tem o papel na carteira pode dormir tranquilo. Quem está de fora precisa avaliar o preço de entrada. A ação subiu bem nos últimos meses, mas ainda negocia a múltiplos razoáveis para o setor. O segredo é não olhar só o lucro de 56% (que é passado), mas a capacidade da empresa de continuar crescendo com novos projetos e leilões. E aí a Taesa tem time e bala na agulha.
Fato é: hoje o nome dela é BVMF:TAEE11 e o assunto é resultado. Fique de olho.