Kings - Spurs: review e guia do duelo que parou a NBA com Wembanyama como estrela
Há noites em que o basquete vai além do placar. O confronto de ontem entre o Sacramento Kings e o San Antonio Spurs foi uma delas. Sim, importa quem ganhou, mas o que realmente nos fez levantar do sofá, largar a cerveja pela metade e soltar um grito foi, mais uma vez, o extraterrestre de cabelos longos: Victor Wembanyama. A arena vibrava a cada aparição sua, e aqui, com o microfone na mão, lhes digo que fazia anos que não víamos um cara capaz de causar esse terremoto toda vez que pisa na quadra.
O show de Wembanyama: uma sinfonia do impossível
O que o Wemby está fazendo começa a ser difícil de rotular. Ele não é só um pivô alto que bloqueia arremessos; é um maestro disfarçado de gigante. Contra os Kings, ele entregou uma atuação que merece capítulo à parte em qualquer review do Kings - Spurs. Não falamos só de números (que ele teve, e grandes), falamos da maneira: uma bola de três do logo após o drible, uma penetração onde cruzou a quadra em duas passadas, um toco que parecia sinal de celular no aro adversário. É puro espetáculo.
O mais impressionante foi a leitura de jogo dele. Toda vez que Sacramento tentava um ataque, lá estava o francês para fechar o cerco. No ataque, seus companheiros já sabem onde colocar a bola quando a jogada se rompe: lá em cima, bem alto, que ele se vira. E como ele se vira. Estamos diante de como usar o talento geracional em estado puro: dá a bola para ele e tira as cadeiras da frente porque o circo está armado.
Review Kings - Spurs: chaves de um jogo vibrante
Além da atuação estelar, o jogo deixou lições muito interessantes para os dois lados. Aqui vai meu guia rápido do Kings - Spurs para entender o que aconteceu na quadra:
- A defesa por zona dos Spurs: Popovich (sim, ele ainda comanda tudo) armou uma zona variável que desestabilizou os armadores de Sacramento. Toda vez que Fox tentava penetrar, encontrava uma floresta de braços. Funcionou em alguns momentos, mas quando não funcionava, lá estava Wembanyama para limpar a área.
- O segundo time dos Kings: Monk e Lyles tentaram trazer energia do banco, mas esbarraram num muro. O ritmo do jogo foi sempre ditado por San Antonio, e isso é mérito da defesa coletiva deles.
- O duelo no garrafão: Sabonis tentou, mas esbarrou repetidas vezes no muro francês. Não é um duelo equilibrado, simplesmente porque não há ninguém na liga que possa igualar a combinação de altura e mobilidade do Wemby. Ali os Kings perderam uma de suas principais armas.
É exatamente essa superioridade na área que transforma este time de San Antonio num adversário incômodo para qualquer um. Se você procura um guia para entender como os Spurs podem enfrentar os times mais físicos, o vídeo de ontem deveria ser o primeiro capítulo.
Guia definitivo: como usar este jogo para entender o futuro da NBA
Há jogos que servem de manual. Este Kings - Spurs é um deles. Se você ainda duvida do impacto de Wembanyama, a fita de ontem deveria acabar com todos os seus argumentos. Não se trata apenas de ganhar, trata-se de como usar cada posse de bola para gerar vantagem. O francês está revolucionando o conceito de "espaçamento": quando ele está no perímetro, seu defensor não pode afundar, e isso abre avenidas para seus companheiros. Quando ele vai para o garrafão, a defesa adversária colapsa e deixa arremessadores livres. É um manual vivo.
Para os mais táticos, este encontro é uma aula magistral de como um jogador pode condicionar todo o plano de jogo do adversário. Os Kings chegaram com a moral alta, mas encontraram um time de Spurs que já não é mais aquele projeto em construção, e sim uma realidade com um alicerce de dois metros e vinte e quatro. A review do Kings - Spurs que circula nas redes sociais é unânime: o que o Wemby faz já não é promessa, é certeza. E o melhor é que isso está só no começo. Então já sabem, da próxima vez que esses dois times se enfrentarem, não percam. Estaremos aqui, com a voz rouca, para contar tudo.