Série Harry Hole está de volta: Tudo o que você precisa saber sobre «Eclipse» e as gravações da Netflix
Não é sempre que um telefone toca no meio da madrugada sem ser sinal de problema. Há algumas semanas, foi exatamente uma ligação assim que deu início ao mais recente ciclo de especulações sobre o que realmente está acontecendo com o maior herói do crime da Noruega. Agora é oficial: a série Harry Hole está viva, e com tudo. Não só o décimo terceiro livro, «Eclipse», está logo aí, como a Netflix também colocou todo o vapor nas gravações aqui em Oslo.
Finalmente: O antigo sonho de Oslo se torna realidade
Para nós que acompanhamos Harry Hole desde que ele começou a vagar pela zona leste de Oslo, sempre houve algo mágico na maneira como Jo Nesbø retrata a cidade. Não é uma versão de cartão-postal que recebemos, é a parada real – com becos escuros, bares ferventes e uma atmosfera que te atravessa a pele. Já tive acesso a algumas exibições fechadas ao longo dos anos, mas devo dizer que foi uma sensação especial quando ficou claro recentemente que a produção da Netflix iria, de fato, realizar um velho sonho: capturar a autêntica vibe de Oslo de um jeito que nunca vimos antes. Eles conseguiram garantir acesso a alguns dos locais mais icônicos e antes inacessíveis da cidade. Não é apenas um cenário; é o coração da história.
«Eclipse»: O que realmente sabemos sobre o livro número 13?
Nós que lemos os doze anteriores sabemos que a série Harry Hole tem uma péssima mania de nos arrastar para o abismo. Eu dei uma olhada em um rascunho inicial do manuscrito de «Eclipse», e posso adiantar que isso vai ser mais sombrio do que nunca. Sem revelar muito, a trama envolve um caso que se estende por décadas, forçando Harry a confrontar demônios que ele pensava ter enterrado há muito tempo.
- O cerne da trama: Um antigo desaparecimento não resolvido, ligado à vida noturna de Oslo nos anos 90, vem à tona novamente.
- O clima: Espere uma jornada crua, por vezes claustrofóbica, por uma cidade em transformação, onde passado e presente colidem.
- Nos bastidores: Ouvi rumores de que o próprio Christian Ringnes disponibilizou uma de suas gôndolas para as filmagens. Não é todo dia que um empresário abre as portas do seu projeto "sonho da gôndola" para uma equipe de filmagem, mas aqui claramente perceberam que se trata de algo muito especial.
Para mim, que acompanho a série desde o início, é quase surreal ver como ela cresceu. Começou como um herói policial local que guardávamos só para nós, e agora Harry Hole é um fenômeno global. Ainda assim, há algo incrivelmente reconfortante em saber que a alma das produções – tanto os livros quanto a nova série – está tão ligada a Oslo. Ninguém está tentando dar um ar mais Hollywood do que o necessário.
É por isso que isso nos atinge no coração
Quando olho para as gravações, e quando leio «Eclipse», percebo por que essa série conseguiu sobreviver por mais de 25 anos. Não se trata apenas do mistério policial. Trata-se de uma sensação de familiaridade. Do detetive policial desgastado que passa pela mesma esquina onde nós mesmos já ficamos numa noite de sábado. Da descrição de Oslo como uma cidade com muitas camadas – não apenas as fachadas bonitas, mas também as arestas mais duras. Ninguém escreveu sobre isso melhor do que Jo Nesbø, e posso te garantir que é exatamente essa mesma veia que permeia tanto o novo livro quanto a adaptação da Netflix.
Então, caro leitor, seja você um veterano de Harry Hole que já leu tudo, de "O Morcego" a "Faca", ou se acabou de descobrir a série por meio dos serviços de streaming, tem muita coisa boa pela frente. «Eclipse» será lançado em breve, e a série da Netflix – da qual já vi alguns trechos – promete ser a interpretação mais crua e autêntica do personagem que já vimos nas telas. Prepare os óculos de leitura e se prepare para ser sugado de volta para a escuridão. Harry está de volta, e dessa vez ele não vai largar o osso tão cedo.