Grito de Guerra do Bayern: 'Não Tememos Ninguém' Antes do Duelo com o Real Madrid
Há uma eletricidade no ar em Munique neste momento. Dá para sentir passando pelos jardins de cerveja locais, ouvir nas conversas dentro do metrô. É aquele burburinho familiar de pré-batalha. O FC Bayern de Munique está se preparando para a viagem a Madrid, e é bom que se diga, eles não estão exatamente entrando nessa na ponta dos pés. Depois de um baita trabalho no fim de semana, a turma mandou um recado para os corredores do poder espanhol: eles estão chegando, e trazendo muita confiança.
Esqueça os velhos fantasmas das noites europeias do passado. Este é um time com uma cara nova, e eles se portam com uma atitude que estava fazendo falta há uma ou duas temporadas. Informações de dentro do clube dão conta que o sorteio que colocou o Real Madrid no caminho foi recebido não com desânimo, mas com sorrisos. Eles olharam para a tabela, avaliaram o desafio, e o veredito é simples. "Não tememos ninguém."
A Peça que Faltava no Quebra-Cabeça
Vamos ser honestos, por anos parecia que o Bayern era uma bela sinfonia sem um maestro no terço final do campo. Eles dominavam, criavam, mas faltava aquele finalizador de sangue frio para definir o jogo nos palcos mais importantes. Isso não é mais um problema. Ver Harry Kane saindo para comemorar, de punho cerrado, está se tornando a imagem definidora desta campanha. Ele não é só um artilheiro; ele é o coração do time. Ele vem buscar jogo, distribui passes, e deixa caras como Musiala e Olise infernizarem a defesa adversária. Quando seu principal homem está tão focado assim, você entra em qualquer campo da Europa com moral.
Veja por que a frase 'Não Tememos Ninguém' vinda do lado do Bayern tem peso:
- A Veia Matadora de Kane: Ele é um homem em uma missão. Todo jogo, um novo recorde, outro gol crucial. Ele vive por essas noites sob os holofotes.
- A Gíria Jovem: Os garotos alemães que estão despontando não se intimidam com reputações. Eles cresceram assistindo a esses jogos, agora querem vencê-los.
- O Suor de Kompany: O treinador incutiu uma ética de trabalho que é puramente bávara. Nem sempre é bonito, mas eles correm e lutam mais que todo mundo.
E não é só bravata. Nos bastidores do clube, há uma satisfação discreta com a parte logística. O calendário de jogos, definido pelos mandachuvas em Nyon, presenteou-os com uma pequena vantagem. Um dia a mais de descanso aqui, um itinerário de viagem um pouco mais tranquilo ali. Num duelo tão equilibrado como este, contra um time como o Madrid, você agarra essas pequenas vantagens e leva com você. É o tipo de detalhe que faz a diferença entre uma eliminação honrosa e uma marcha até a final.
O Atlas de um Clássico
Consulte o BayernAtlas para este jogo, e você não estará apenas olhando para um mapa da Europa. Você estará traçando as batalhas decisivas: o duelo físico no meio-campo, a corrida pela ponta, o jogo de xadrez entre os dois técnicos. É para isso que serve a Champions League. Para nós, neutros aqui no Brasil, colados na TV de madrugada com um prato de pipoca, esse é um jogo para não perder um segundo. É David contra Golias, só que ambos os lados são gigantes. A mensagem de Munique é clara: eles acreditam. E quando esse clube começa a acreditar, eles são o bicho mais perigoso da floresta.